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	<title>Ana Paola Villalva Braga, Autor em Portal Aquecimento Industrial</title>
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	<description>Tudo sobre Tecnologias Térmicas</description>
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	<title>Ana Paola Villalva Braga, Autor em Portal Aquecimento Industrial</title>
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		<title>Parceria de sucesso &#8211; Financiamento à pesquisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paola Villalva Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Nov 2017 22:17:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o objetivo de aumentar a competitividade da indústria no mercado global, o governo disponibiliza instrumentos para incentivar a realização de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&#038;D&#038;I) pelas empresas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O processo natural de seleção de um tema para projeto de pesquisa começa pelo levantamento das necessidades internas da empresa, nos setores de qualidade, desenvolvimento de produto ou de processo, manutenção, busca de novos mercados etc. A etapa seguinte é decidir se o projeto será desenvolvido internamente pela empresa ou por um parceiro externo. Essa decisão passa pela discussão com a instituição que poderá executar o projeto. É necessário compreender suas capacitações, histórico de projetos do grupo de pesquisa, disponibilidade de equipamentos e mão de obra. Essa avaliação nem sempre é simples. Após isso, é necessário definir em conjunto o escopo do trabalho a ser desenvolvido, e então iniciar a discussão de prazo e preço.</p>
<p>A primeira dificuldade surge em entender se a competência do grupo escolhido realmente é capaz de atender as expectativas da empresa, e um segundo obstáculo surge com o preço do serviço.</p>
<p>Nessa hora, muitos planos precisam ser ajustados. O preço desse tipo de serviço claramente não é baixo, por envolver tempo de dedicação de pessoas especializadas, equipamentos sofisticados, risco tecnológico e alta expectativa da empresa em relação aos resultados, o que pode ser impeditivo para a empresa. É nesta hora que, se as partes não estiverem bem cientes das formas de fomento disponíveis para financiar esse risco, o projeto pode acabar antes de começar.</p>
<p>Com o objetivo de aumentar a competitividade da indústria no mercado global, o governo disponibiliza instrumentos para incentivar a realização de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&amp;D&amp;I) pelas empresas.</p>
<p>Os incentivos são por meio de financiamentos que podem ser de natureza reembolsável (financiamento) ou não-reembolsável (fomento), dependendo das características do projeto, tais como grau de inovação e importância estratégica da tecnologia. De forma geral, os órgãos de apoio (CNPq, FAPESP, BNDES, FINEP, Embrapii) possuem linhas de fomento e financiamento que admitem submissão de projetos por fluxo contínuo (ano todo) ou por edital (com data específica).</p>
<p>A Embrapii &#8211; Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, que opera recursos advindos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações &#8211; MCTIC e do Ministério da Educação &#8211; MEC, disponibiliza recursos para serem aplicados em projetos de PD&amp;I realizados em parceria entre empresas e Instituições de Pesquisa Tecnológica em fluxo contínuo e de maneira bastante desburocratizada.</p>
<p>Porém, apenas algumas Instituições de Pesquisa estão autorizadas a utilizar esse fomento não reembolsável. Essas Instituições são escolhidas criteriosamente pelo seu histórico comprovado de desenvolver projetos de inovação e pela alta capacidade de gerar soluções para as empresas do setor industrial em áreas específicas do conhecimento.</p>
<p>A checagem prévia criteriosa de competência e seriedade da Instituição de Pesquisa permite que a Embrapii delegue para essas Instituições a aprovação dos projetos que poderão receber os recursos. Em troca, a Embrapii gerencia de perto se a Instituição está realmente desenvolvendo o projeto conforme acordado com a empresa e se os recursos estão sendo gastos nos projetos conforme as suas regras.</p>
<p>Essa forma de operação da Embrapii soluciona vários problemas para as empresas: faz a escolha das melhores Instituições para cada área de conhecimento, paga parte relevante do custo do projeto a ser desenvolvido, não burocratiza a liberação dos recursos e não sobrecarrega a empresa com procedimento de prestação de contas.</p>
<p>No caso do IPT, a área de conhecimento selecionada para desenvolver projetos é “Desenvolvimento de Tecnologias de Materiais e Alto Desempenho” tendo como subtemas: ligas metálicas, materiais resistentes à corrosão e ao desgaste, nanopartículas e materiais nanoestruturados, materiais cerâmicos e compósitos. O Instituto de Física da USP de São Carlos (IFSC) é credenciado para trabalhar com Biofotônica e Instrumentação. O SENAI-CIMATEC é a unidade Embrapii para Manufatura Integrada, com projetos de automação e otimização de processos de manufatura. Além dessas, existem outros Institutos de Pesquisa que operam com diferentes áreas de conhecimento voltados para atender demandas de diversos setores industriais[1].</p>
<p>Não há necessidade de aguardar um lançamento de edital para submeter um projeto, uma vez que o financiamento opera em fluxo contínuo. A contratação passa por entrar em contato com uma Instituição credenciada, conversar com os pesquisadores do Instituto e desenhar o escopo técnico do projeto em conjunto.</p>
<p>Após o aceite do orçamento do projeto pela empresa, inicia-se a discussão dos instrumentos contratuais: termo de parceria e contrato de Propriedade Intelectual, em que qualquer resultado patenteável do projeto pode ser explorado com exclusividade pela empresa em seu mercado de atuação.</p>
<p>Ao compartilhar o risco, na fase pré-competitiva da inovação, a Embrapii estimula o setor industrial a inovar mais, potencializando a força competitiva das empresas nos mercados nacional e internacional. Qualquer indústria, de qualquer porte, desde que estabelecida no Brasil, pode participar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Contrapartidas</h4>
<p>&#8211; Empresa: a contrapartida da empresa é na média de 47% do valor do projeto e ainda podem contar com incentivos fiscais da Lei do Bem. Micro e pequenas empresas aportam de 7 a 14% do total. O valor aportado pela empresa pode ser financiado com recursos reembolsáveis por Instituições como FINEP ou BNDES.</p>
<p>&#8211; Embrapii: no máximo 1/3 do valor do projeto.</p>
<p>&#8211; Unidade Embrapii:  aporta na média 20% do valor dos projetos.</p>
<p>Pense bem: será que agora dá pra buscar a inovação que a sua empresa estava precisando?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Co-autora Flávia Gutierrez Motta é gerente da coordenadoria de planejamento e negócios do IPT. Possui graduação em Engenharia de Produção Agroindustrial pela Universidade Federal de São Carlos (1997), mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo &#8211; EESC (2000) e doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo &#8211; EP (2006). Atualmente trabalha no IPT &#8211; Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. Já atuou como responsável pela área de Inteligência de Mercado, foi assessora da Presidência e da Diretoria de Operações e Negócios do Instituto e atualmente é a Gerente da Coordenadoria de Planejamento e Negócios. Como pesquisadora, tem experiência na área de Engenharia de Produção.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Referências Bibliográficas</h5>
<h6>[1] Para conhecer todo o escopo acessem www.embrapii.org.br</h6>
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		<title>Parcerias de sucesso entre indústria e pesquisa &#8211; IPT e Gerdau</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paola Villalva Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jun 2017 11:58:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa & Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa e Desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Gerdau já divulgou algumas vezes que tem o IPT entre seus parceiros. Mas como diferenciar uma parceria de um simples contrato de fornecedor de serviços? Parceria significa que o trabalho é feito pelas duas partes, compartilhando também o ônus e o bônus, vivendo em acordo e com confiança. Isso acontece hoje entre o IPT</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Gerdau já divulgou algumas vezes que tem o IPT entre seus parceiros. Mas como diferenciar uma parceria de um simples contrato de fornecedor de serviços? Parceria significa que o trabalho é feito pelas duas partes, compartilhando também o ônus e o bônus, vivendo em acordo e com confiança.</p>
<p>Isso acontece hoje entre o IPT e a Gerdau, em uma relação que envolveu nos últimos 5 anos as unidades de Aços Especiais e Cilindros – Villares Rolls –, em Pindamonhangaba (SP), Aços Longos, em Mogi das Cruzes (SP), e Charqueadas (RS).</p>
<p>O envolvimento com a Gerdau/Cilindros ocorreu após um período de amadurecimento dos grupos do IPT e da EPUSP no tema desgaste de materiais fundidos, do que resultou acúmulo de conhecimento, sólida formação de pessoal e expressiva produção científico-tecnológica materializada em projetos de P&amp;D, teses e dissertações, artigos em periódicos e congressos internacionais e seminários nacionais e internacionais. Isso fomentou, ao longo dos anos, o relacionamento com as demais unidades da Gerdau.</p>
<p>O que tem motivado a Gerdau a procurar o IPT foi a capacidade do Instituto de produção em escala piloto. Poder testar algumas variações de composição química fundindo, laminando ou forjando quilos ao invés de toneladas faz muita diferença em tempo e dinheiro. Além disso, ter alguém dedicado ao projeto, que não precise conciliar uma pesquisa à correria de chão de fábrica do dia a dia, acelera bastante e dá qualidade ao aprendizado.</p>
<p>De Abr/2012 a Jan/2017, foi realizado um projeto em parceria entre a Poli-USP, IPT e Gerdau, com financiamento Funtec-BNDES. O projeto objetivou desenvolver um sistema para projetar ligas metálicas de alto desempenho destinadas a ferramentas de conformação a quente, tendo como base a simulação computacional do dano progressivo das ferramentas durante o serviço e da relação desse dano com/a microestrutura da liga, substituindo o procedimento de “tentativa e erro” com ganhos de custo, desempenho e reprodutibilidade para fabricantes e usuários destas ferramentas na indústria de transformação.</p>
<p>O sucesso do projeto coloca à disposição dos produtores de materiais metálicos destinados a ferramentas de conformação a quente – dentre eles especificamente a Gerdau – um sistema para projetar ligas de alto desempenho que contempla soluções inovadoras e custo baixo. Levando em conta que a vida útil dessas ferramentas é fator de competitividade, é certo que o emprego deste sistema possibilitará tanto o estabelecimento de uma barreira tecnológica na competição pelo mercado interno, como a transposição de barreiras para o acesso a mercados globais.</p>
<p>O sistema hoje está em fase de implementação na Gerdau para poder ser oferecido aos seus clientes. Para as ICTs parceiras, restou um enorme ganho em capacitação de pessoas e infraestrutura de laboratório para atender a este e a novos mercados e compreender fenômenos termomecânicos e tribológicos atuantes nas etapas de conformação mecânica a quente.</p>
<p>O segundo projeto utilizou dessa infraestrutura criada no projeto anterior para simular a rota básica de manufatura de aços microligados classificados em aços bainíticos ou aços de grão refinado.</p>
<p>No estudo dos aços bainíticos, foram realizadas as etapas de elaboração de ligas, com adição de Mo, V, Nb, Ti e B sobre a base de aço 5120, fundição, laminação e forjamento com resfriamento controlado, a fim de estudar os produtos de decomposição da austenita e seus impactos nas propriedades mecânicas, ganhando-se na eliminação da etapa de tratamento térmico dos forjados.</p>
<p>No estudo dos aços de grão refinado, adicionaram-se V e Nb sobre o aço base 16MnCr5, nos processos de fundição e laminação termocontrolada no IPT, com controle de redução e temperatura durante e entre os passes, com variação no resfriamento, a fim de se obter ao final da laminação uma microestrutura final com o menor tamanho de grão possível, já que este é o único mecanismo capaz de promover o aumento simultâneo de resistência mecânica e tenacidade do aço, sem prejudicar sua soldabilidade.</p>
<p>Dessa forma, como se pode ver, consolidou-se um vínculo importante entre as duas empresas, IPT e Gerdau, ambas melhorando o seu produto, aumentando as possibilidades de atendimento aos seus clientes, ampliando o conhecimento a respeito das suas áreas e fortalecendo a parceria para projetos futuros.</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Parcerias de sucesso entre indústria e pesquisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paola Villalva Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 May 2017 12:20:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa e Desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Começo minha primeira coluna nesta revista fazendo uma apresentação minha e do tema que me propus a desenvolver. Trabalho com pesquisa desde o final da faculdade. Sinto-me tão envolvida pelo assunto que é um exercício interessante tentar olhar como se parece pelo lado de fora. A visão que as outras pessoas têm do P&#38;D, das</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Começo minha primeira coluna nesta revista fazendo uma apresentação minha e do tema que me propus a desenvolver. Trabalho com pesquisa desde o final da faculdade. Sinto-me tão envolvida pelo assunto que é um exercício interessante tentar olhar como se parece pelo lado de fora. A visão que as outras pessoas têm do P&amp;D, das universidades e dos institutos de pesquisa às vezes é bem distante daquela de quem está do lado de cá. É como olhar para uma foto sua feita por um fotógrafo desconhecido, de um ângulo que pode não ser aquele que você sempre achou o mais fotogênico.</p>
<p>O que pretendo fazer, então, é despertar interesse pelo ambiente em que eu vivo e vivencio diariamente a quem às vezes o conhece através de um retrato mal feito.</p>
<p>Meu nome é Ana Paola Villalva Braga, sou engenheira de materiais, mestre e doutoranda em Engenharia Metalúrgica e de Materiais pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.</p>
<p>Atuo como pesquisadora assistente no Laboratório de Processos Metalúrgicos do Centro de Tecnologia em Metalurgia e Materiais do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Meu ramo de especialização é conformação mecânica de metais e mecanismos de desgaste de ferramentas de conformação a quente. Além dessa área, o CTMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração) trabalha ainda com consultoria, ensaios e análises em siderurgia, refino, fundição, metalurgia do pó, tratamento de minérios, corrosão e proteção.</p>
<p>Em minha atuação profissional, desde fevereiro de 2008, tenho participado de projetos de desenvolvimento de processos e produtos de materiais ferrosos e não-ferrosos, aplicados em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&amp;I) e prestação de serviços à indústria nas áreas de caracterização e análise de falhas e desgaste, conformação mecânica, ferramentas, tratamentos térmicos, fundição, metalurgia do pó e elaboração de ligas.</p>
<p>[info_box title=&#8221;&#8221; image=&#8221;&#8221; animate=&#8221;&#8221;]O IPT é um dos maiores institutos de pesquisas do Brasil e conta com laboratórios capacitados e equipe de pesquisadores e técnicos altamente qualificados, atuando basicamente em quatro grandes áreas &#8211; inovação, pesquisa &amp; desenvolvimento; serviços tecnológicos; desenvolvimento &amp; apoio metrológico, e informação &amp; educação em tecnologia. Por meio de doze centros tecnológicos, atua de forma multidisciplinar, contemplando os mais diversos segmentos como energia, transportes, petróleo &amp; gás, meio ambiente, construção civil, cidades, saúde e segurança. Conheça o site: www.ipt.br. [/info_box]</p>
<p>Sendo o IPT um instituto variado nas capacidades e nos clientes, tive a oportunidade de trabalhar e conhecer algumas demandas de empresas que procuram fazer pesquisa para melhorar seus produtos ou processos. Em meio a alguns casos de sucesso incontestável, como posso citar a parceria do Centro de Tecnologia em Metalurgia e Materiais com a CBMM, com a Gerdau e com a Petrobrás, as expectativas de um novo cliente quando chega aqui são sempre grandes, mas às vezes grandes demais.</p>
<h4>Encontrar o Material Perfeito</h4>
<p>Não dá para fazer magia com escolha de uma liga para trabalho. Quando se deseja uma lista de propriedades físicas, mecânicas, térmicas, elétricas, magnéticas, etc. com restrições de fornecedores, de custo e de processo, não se tira da cartola a composição química ideal para a sua necessidade.</p>
<p>O conhecimento da Ciência sobre os elementos de liga, interação entre eles, etapas de transformação de fase, propriedades etc., ainda é muito incipiente para alguns materiais.</p>
<p>O pesquisador pode te ajudar a testar e escolher uma ou uma série de ligas que poderiam ser escolhidas e/ou desenvolvidas para a sua necessidade, mas isso leva tempo e necessita de uma série de testes. É preciso muita dedicação de quem faz e paciência de quem aguarda o resultado.</p>
<h4>Otimizar o Processo</h4>
<p>Ninguém conhece tanto do seu processo como você. Você participou da compra dos equipamentos, do setup, da contratação e do treinamento da sua equipe, da contratação de fornecedores e da venda e suporte aos seus clientes. Se a orquestra está desafinada, dificilmente um terceiro conseguirá afinar o seu piano sem que toda essa curva de aprendizado aconteça primeiro. O pesquisador pode ajudar com base na literatura, nas boas práticas industriais ou na experiência pessoal. Mas, ainda assim, deverá haver um intenso trabalho de gestão dentro da sua empresa para que as soluções indicadas sejam bem executadas e deem resultado.</p>
<h4>Bater o Martelo</h4>
<p>Escolher entre dois fornecedores? Entre 2 aços? Entre 2 tratamentos térmicos? Duas rotas de produção? 2 mercados? Um instituto imparcial dificilmente fará essas escolhas para a sua empresa. Serão feitas as análises cabíveis e necessárias para a comparação, mas quem irá “bater o martelo” será a sua equipe. É importante que quem receba os resultados tenha capacidade de decisão dentro da empresa, pois as consequências dela também serão suas.</p>
<h4>Vantagens Financeiras</h4>
<p>Sejamos realistas. Quanto custaria, dentro da sua empresa, deslocar 4 ou 5 especialistas, 3 máquinas e 1 laboratório para dedicar 100% do tempo, durante 2 anos, a resolver um problema específico com expectativa de sucesso discutível? O instituto de pesquisa tem a equipe, os equipamentos e o laboratório para oferecer, mas obviamente os custos serão equivalentes. É claro que é complicado abraçar esse risco, pois e se não der certo? E se der certo, a vantagem fica com quem? Para isso, existem as inúmeras formas de fomento e incentivos fiscais disponíveis para as empresas, institutos e universidades. Saber como financiar a sua pesquisa e como discutir propriedade intelectual é fundamental para decidir um bom escopo de projeto.</p>
<h4>Conclusão</h4>
<p>O que eu espero, ao longo das próximas edições, é mostrar o mundo real das parcerias entre indústria e a pesquisa. O que foi feito, quais eram as ideias no começo, que tipos de problemas foram enfrentados, de onde veio e para onde foi o dinheiro investido, quem se beneficiou com as novidades etc.</p>
<p>Faço o convite à comunidade acadêmica e aos demais institutos de pesquisa brasileiros para que me mandem seus casos de sucesso, suas histórias de parceria com indústria, suas modalidades de fomento à pesquisa disponíveis. Convido também ao empresário e ao colaborador de empresas que têm histórico positivo com esse tipo de projeto, para contar sua história neste canal.</p>
<p>Juntos vamos tentar mudar a visão do empreendedor brasileiro desse ramo nada fácil que é o forjamento, e mostrar que dá para investir em pesquisa e que os resultados podem valer muito a pena. Vamos contornar a crise e sair ganhando!</p>
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