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	<title>Carlos Humberto Sartori, Autor em Portal Aquecimento Industrial</title>
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	<description>Tudo sobre Tecnologias Térmicas</description>
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	<title>Carlos Humberto Sartori, Autor em Portal Aquecimento Industrial</title>
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		<title>Riscos e medidas de segurança em fornos de atmosfera controlada &#8211; Parte I</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Humberto Sartori]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2012 19:10:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta coluna estende a discussão para as áreas exteriores aos fornos de alta temperatura</p>
<p>O post <a href="https://www.aquecimentoindustrial.com.br/riscos-e-medidas-de-seguranca-em-fornos-de-atmosfera-controlada-parte-i/">Riscos e medidas de segurança em fornos de atmosfera controlada &#8211; Parte I</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.aquecimentoindustrial.com.br">Portal Aquecimento Industrial</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="ConteudoTexto">Todos os dias, cada um de nós e mais de seis bilhões de vizinhos no mundo utilizam produtos e componentes cuja existência se tornou possível graças a um forno de atmosfera controlada.</p>
<p class="ConteudoTexto">Desde pequenas travas de porta até sistemas de trem de pouso de aeronaves, os equipamentos de atmosfera controlada promovem o beneficiamento do aço, seja por meio da têmpera ou do enriquecimento superficial de carbono e posterior têmpera em processos como a cementação ou carbonitretação.</p>
<p class="ConteudoTexto">Os fornos de atmosfera controlada do tipo SQ (Sealed Quench) destinados para têmpera, cementação e carbonitretação são equipamentos extremamente dinâmicos, que garantem excelente uniformidade e repetitividade de resultados.</p>
<p class="ConteudoTexto">Os insumos utilizados na operação desses equipamentos são gases e óleos que possuem componentes combustíveis e tóxicos. A experiência mostra que falhas no sistema de segurança e/ou operação inadequada desses equipamentos podem gerar acidentes de grande proporção, envolvendo perdas financeiras e principalmente vitimando trabalhadores.</p>
<p class="ConteudoTexto">Nessa e nas próximas duas edições faremos uma análise dos principais riscos e medidas de segurança (simples e complexas) para o funcionamento correto e seguro desses tradicionais e confiáveis equipamentos.Nessa primeira parte vamos falar sobre a evolução desses equipamentos, apresentar suas características construtivas e um resumo dos principais riscos e tipos de falhas.</p>
<p class="ConteudoTexto">Até pouco antes da década de 50, a grande maioria dos fornos de tratamento térmico era fraca construção feita com tijolos e revestimento de aço, sem grandes preocupações com a atmosfera na qual a carga era aquecida. A severa formação de carepa e óxidos era considerada infelizmente um mal necessário.</p>
<p class="ConteudoTexto">Os fornos elétricos possuíam atmosferas de ar, e os fornos com aquecimento por queimadores possuíam atmosferas constituídas dos produtos da combustão. Os operadores dos fornos aquecidos por queimadores perceberam que podiam reduzir a formação de carepas por intermédio do controle da mistura ar-combustível, no entanto esses procedimentos afetavam a eficiência do aquecimento e os resultados em relação à oxidação ainda eram inadequados.</p>
<p class="ConteudoTexto">Hoje, os fornos utilizados nos processos de tratamentos térmicos produzem peças brilhantes ou pelo menos limpas e livres de carepas, geralmente com características superficiais iguais ou melhores que as características iniciais.</p>
<p class="ConteudoTexto">Tais resultados foram obtidos graças às mudanças construtivas realizadas nos equipamentos, como o uso de câmaras de aço estanques, portas vedadas e outros sistemas de admissão e saída de gases. Na maioria dos fornos elétricos a atmosfera protetora é mantida no interior da câmara de aquecimento de maneira a proteger tanto a carga de peças como os elementos de resistência. Em alguns fornos elétricos, no entanto, e em muitos fornos aquecidos por queimadores, a atmosfera protetora é separada da fonte de calor pelo uso de retortas ou pelo confinamento em tubos radiantes.</p>
<p class="ConteudoTexto">A construção típica de um forno de atmosfera controlada (tipo SQ: Sealed Quench) pode ser verificada na Fig. 1 e Fig. 2. Essas características construtivas seguem três necessidades básicas:</p>
<p class="ConteudoTexto">1. Transferência uniforme de calor para a carga e proteção contra radiação direta de calor;<br />
2. Fluxo uniforme da atmosfera pela carga;<br />
3. Ausência de problemas operacionais e longa vida útil do equipamento.</p>
<p class="ConteudoTexto">Esses fatores são muito dependentes das características internas do equipamento. Geralmente o refratário assim dito é constituído de tijolos isolantes adequados a temperaturas bem acimas do set-up máximo do equipamento. O teto arqueado é autossustentável e contém um duto embutido para o circulador de gases. A soleira é formada por placas que possuem largas aberturas para a recirculação de gases e garantem total uniformidade da atmosfera pela carga. As paredes fabricadas do mesmo material da soleira protegem a carga da radiação direta e promovem a distribuição uniforme de temperatura.</p>
<p class="ConteudoTexto">Dentre as principais atmosferas utilizadas nos equipamentos do tipo SQ, podemos destacar os seguintes sistemas em função da aplicação, que na grande maioria envolve têmpera, cementação ou carbonitretação.</p>
<p class="ConteudoTexto">Logicamente essas atmosferas precisam de uma fonte carbono, que pode ser monóxido de carbono, um hidrocarboneto, um álcool ou outro líquido fonte de carbono.</p>
<p class="ConteudoTexto">Industrialmente, utilizam-se atmosferas contendo monóxido de carbono e hidrogênio para garantir um alto controle da mesma, conforme as reações clássicas de transferência de carbono da Fig. 3.</p>
<p class="ConteudoTexto">Em muitos casos, parte da atmosfera também consiste de nitrogênio, que atua como gás de arraste e também dilui as concentrações de gases inflamáveis minimizando o risco de chamas e depósitos de fuligem, como veremos posteriormente.</p>
<p class="ConteudoTexto">O endogás e a mistura nitrogênio/metanol são as duas opções principais de gases de enchimento.</p>
<p class="ConteudoTexto">Para controlar o potencial de carbono, um “gás de enriquecimento” deve ser utilizado. Esse gás normalmente é um hidrocarboneto como o propano ou metano. Nos casos de carbonitretação, o gás amônia (fonte de nitrogênio) é também adicionado.</p>
<p class="ConteudoTexto">Independente do tipo de gás utilizado, o potencial de carbono dos processos de têmpera, cementação e carbonitretação é atualmente controlado por sistemas como sondas de oxigênio, infravermelho e ponto de orvalho.</p>
<p class="ConteudoTexto">O método mais comum de resfriamento para a têmpera nos fornos SQ é a transferência da carga até a zona fria, onde se localiza o tanque de óleo. Essa transferência é realizada por meio de uma corrente transportadora. O tanque de óleo consiste de um compartimento de parede dupla isolado, equipado com dois a seis motores que promovem a agitação do óleo de resfriamento para obtenção da severidade de têmpera desejada.</p>
<p class="ConteudoTexto">Um elevador desce a carga no tanque e a turbulência controlada garante um resfriamento uniforme garantindo baixa distorção dos componentes temperados.</p>
<p class="ConteudoTexto">A utilização de insumos inflamáveis associada às elevadas temperaturas dos processos requer rigorosa atenção quanto ao estado de conservação e funcionamento dos diversos sistemas de segurança desses equipamentos.</p>
<p class="ConteudoTexto">No Brasil existem centenas de fornos de atmosfera controlada utilizados por fabricantes de componentes e empresas prestadoras de serviços de tratamento térmico que possuem dispositivos de segurança ineficazes, sejam por alterações durante reformas e automações que descaracterizam o projeto inicial ou manutenção preventiva deficiente.</p>
<p class="ConteudoTexto">Dentre os principais problemas e riscos podemos destacar: operação incorreta, queda de energia, vedação deficiente, falha nas chamas piloto, nível de óleo baixo, falha na troca de calor, baixa pressão interna, falta de admissão de nitrogênio e defeitos no pirômetro de segurança.</p>
<p class="ConteudoTexto">A Tabela 2 apresenta os principais riscos associados aos principais tipos de falhas que abordaremos nas próximas duas edições.</p>
<p class="ConteudoTexto">
<h4 class="ConteudoTextoMenor">Também participam desse artigo: Antonio Carlos Gomes Jr. &#8211; antonio.gomes@aichelin.com e João Carlos Sartori &#8211; joao.sartori@metaltrend.com.br</h4>
<h4 class="ConteudoTexto"></h4>
<h4 class="ConteudoTitulo">Referências</h4>
<h6 class="ConteudoTexto">1. Hotchkiss, A.G. e Webber, H.M. Protective Atmospheres. John Wiley &amp; Sons, NY, 1953;<br />
2. What You Should Know About Atmosphere Technology. Ipsen International GmbH, 2007;<br />
3. Furnace Atmospheres Gas Carburizing and Carbonitriding, Linde Gas Special Edition, 2007;<br />
4. ASM International. Metals Handbook Vol.4 Heat Treatment. Types of Heat Treating Furnaces, 1991;<br />
5. Gomes, A.C. Controle de Atmosfera em Fornos de Tratamento Termoquímico, 2000.</h6>
<p>&nbsp;</p>

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