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	<title>Jorge Eustaquio Fernandes, Autor em Portal Aquecimento Industrial</title>
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	<description>Tudo sobre Tecnologias Térmicas</description>
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	<title>Jorge Eustaquio Fernandes, Autor em Portal Aquecimento Industrial</title>
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		<title>A importância dos refratários na produtividade dos fornos de pelotização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Eustaquio Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2012 19:12:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A vida do revestimento refratário dos fornos de pelotização tem grande influência no custo e na capacidade de produção de pelotas de minério de ferro</p>
<p>O post <a href="https://www.aquecimentoindustrial.com.br/a-importancia-dos-refratarios-na-produtividade-dos-fornos-de-pelotizacao/">A importância dos refratários na produtividade dos fornos de pelotização</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.aquecimentoindustrial.com.br">Portal Aquecimento Industrial</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="ConteudoTexto">A vida do revestimento refratário dos Fornos de Pelotização tem grande influência no custo e na capacidade de produção de pelotas de minério de ferro. Cada dia economizado em manutenção refratária, durante o ano, pode render um ganho de produção diário de até 20 mil toneladas de pelotas. Por isso, não há dúvidas, a qualidade do refratário é essencial para a economia de recursos e aumento da produtividade dos fornos.</p>
<p class="ConteudoTexto">O segmento industrial de produção de pelotas tem se tornado cada vez mais importante, em função do esgotamento das jazidas de minério de ferro granulado de boa qualidade. O Brasil tem atualmente uma capacidade de produção de 350 milhões de t por ano de minério de ferro e de 66,5 milhões de t por ano de pelotas.</p>
<p class="ConteudoTexto">Grande parte da produção brasileira de minério de ferro está voltada para o mercado internacional de aço, principalmente China. A produção mundial de aço foi de 1.515 milhões de toneladas e a de gusa de 1.083 milhões de toneladas em 2011. A China teve uma participação de 683 milhões de toneladas em aço (45% do total) e de 630 milhões de toneladas em gusa (58% do total). Já o Brasil teve uma participação de apenas 35,2 milhões t em aço (2,3% do total) e de 33,2 milhões de t em gusa (3,1% do total).</p>
<p class="ConteudoTexto">O minério de ferro pode ser utilizado na produção de gusa em Altos-Fornos diretamente como minério granulado, ou em forma de pelota e sinter, insumos que são obtidos em fornos especiais a partir do processamento de minério fino. As pelotas são produzidas a partir da aglomeração de finos de minério de ferro (&lt; 2,0mm), conhecidos como pellet feed. Estes finos podem ser aglomerados em discos ou tambores rotativos com a adição de água e outras substâncias como bentonita, cal etc. As pelotas formadas em tamanho de 10 a 15 mm são posteriormente queimadas em temperaturas que variam de 1200 a 1300ºC.</p>
<p class="ConteudoTexto">Dois tipos de equipamentos são usados na produção de pelotas: os Fornos de Grelha Móvel e os Fornos Rotativos. Os primeiros exigem um investimento inicial maior, consomem mais combustível, alcançam uma vida do revestimento refratário de 3 a 5 anos, e são normalmente escolhidos quando se objetiva maior capacidade de produção (acima de 4,0 milhões de tonelada por ano) e venda para terceiros. Os últimos exigem um investimento menor, alcançam uma campanha menor do refratário, produzem uma pelota mais homogênea em qualidade, e são escolhidos em geral para produções menores e consumo próprio.</p>
<p class="ConteudoTexto">Atualmente, o Brasil utiliza apenas o Forno de Grelha Móvel como processo na produção das 66,5 milhões de toneladas de pelotas. Deste total, a Vale detém dez usinas, com capacidade de 44,4 milhões de toneladas. Já a Samarco possui três usinas, com capacidade de 22,0 milhões. Atualmente, duas novas usinas de pelotização estão sendo construídas: uma da Vale, com capacidade anual superior a 8,0 milhões de toneladas, e uma da Samarco, que ultrapassará 8,3 milhões de toneladas ao ano.</p>
<p class="ConteudoTexto">Os principais fatores que afetam a vida do revestimento refratário nos Fornos de Grelha Móvel são: temperaturas de chama acima de 1700ºC nas câmaras de combustão, a formação de escória rica em FeO, o balanço da combustão, o espectro do ruído da chama, a retenção de chama sobre a carga em função de sua permeabilidade, a variação de pressão ao longo do forno, a vibração mecânica da esteira e o choque térmico causado pelas transições térmicas e paradas do forno para manutenção. A vida do refratário dos dutos, caixas de vento e ciclones é afetada pela erosão causada pelo transporte fluidizado de partículas, assim como pela vibração mecânica dos equipamentos.</p>
<p class="ConteudoTexto">A melhoria dos projetos refratários e das condições operacionais, o desenvolvimento de novos produtos refratários e a introdução de novas técnicas de aplicação certamente levará a maior disponibilidade dos fornos para produção, à redução no consumo específico de refratários e, consequentemente, à redução dos custos das pelotas, aumentando a competitividade de nossa indústria no exterior.</p>
<p class="ConteudoTexto">
<h4 class="ConteudoTitulo">Inovação no Setor de Refratários</h4>
<p class="ConteudoTexto">As principais mudanças tecnológicas em andamento e que podem ter uma repercussão na vida do revestimento refratário e na prática de manutenção são:</p>
<p class="ConteudoTexto">&#8211; Uso de blocos especiais prensados para as câmaras de combustão;<br />
&#8211; Substituição de óleo combustível por gás no processo de combustão;<br />
&#8211; Caixas refratárias secas em substituição às caixas metálicas refrigeradas nas bases das paredes laterais;<br />
&#8211; Paredes divisórias autossustentáveis em substituição às paredes refratárias sustentadas por uma caixa metálica refrigerada;<br />
&#8211; Novas técnicas de aplicação, tais como a de concreto refratário por shotcreting;<br />
&#8211; Maior isolamento térmico visando a reduzir perdas térmicas.</p>
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