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	<title>Arquivos econômia - Portal Aquecimento Industrial</title>
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	<description>Tudo sobre Tecnologias Térmicas</description>
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	<title>Arquivos econômia - Portal Aquecimento Industrial</title>
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		<title>Trumpf registra queda nas vendas e entradas de pedidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Aquecimento Industrial]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2020 14:50:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estampagem]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#brasil]]></category>
		<category><![CDATA[#TRUMPF]]></category>
		<category><![CDATA[econômia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Grupo Trumpf registrou queda nas vendas de cerca de 8% no encerramento do ano fiscal de 2019 e 2020, ocorrido em 30 de junho deste ano. De acordo com cálculos preliminares, as vendas totalizaram 3,5 bilhões de euros (3,8 bilhões de euros no ano fiscal de 2018/2019). Os pedidos recebidos ficaram em 3,3 bilhões</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Grupo Trumpf registrou queda nas vendas de cerca de 8% no encerramento do ano fiscal de 2019 e 2020, ocorrido em 30 de junho deste ano. De acordo com cálculos preliminares, as vendas totalizaram 3,5 bilhões de euros (3,8 bilhões de euros no ano fiscal de 2018/2019). Os pedidos recebidos ficaram em 3,3 bilhões de euros (3,7 bilhões de euros no ano fiscal de 2018/2019). Isso representa diminuição de cerca de 11%.</p>
<p>A Alemanha continua sendo o maior mercado individual para o Grupo, com vendas de aproximadamente 610 milhões de euros. Em seguida vêm os EUA, com 490 milhões de euros; a Holanda, ao redor de 480 milhões de euros, devido aos negócios EUV (a tecnologia Extreme Ultraviolet, usada para fazer semicondutores para a indústria eletrônica) com a ASML (empresa parceira da Trumpf) , seguidos pela China, com cerca de 350 milhões de euros.</p>
<p>Segundo Nicola Leibinger-Kammüller, Presidente do Grupo e CEO do Conselho de Administração, desde 2018 a economia mostra-se enfraquecida, levando os clientes a uma relutância em investir, principalmente na Alemanha. “Atribuímos isso à incerteza associada à mudança estrutural na indústria automotiva, entre outras coisas. Observamos que o coronavírus intensificou essa tendência e agiu como um catalisador &#8211; uma crise dentro de uma crise, por assim dizer. A questão central aqui é a incerteza sobre a duração da pandemia e as medidas apropriadas por parte do governo.” Atualmente, apenas algumas áreas de negócios, como EUV e Eletrônica, registram crescimento de vendas.</p>
<p>A empresa respondeu à desaceleração dos negócios há mais de um ano com um programa para aumentar os ganhos e economizar em custos de material e pessoal. No encerramento do ano fiscal, em 30 de junho, o Grupo contabilizava 14.300 funcionários. Destes, 7.400 trabalhavam na Alemanha, com cerca de 4.400 na sede de Ditzingen.</p>
<p>Assim como os demais mercados globais, o Brasil sofreu com a pandemia de coronavírus e o agravamento da crise econômica. “Tivemos uma redução nas vendas de janeiro a junho, que corresponde ao segundo semestre do nosso ano fiscal. Mantivemos a operação com as instalações de máquinas adquiridas na segunda metade de 2019 e serviços de manutenção”, explica João C. Visetti, CEO da Trumpf Brasil.</p>
<p>Ainda assim, a posição do país no ranking do grupo nas Américas não sofreu alteração. “A nossa representação se manteve inalterada, dentro do bloco, que é liderado pelos Estados Unidos. E permanecemos na liderança de máquinas de corte a laser 2D no Brasil”, salienta Visetti.</p>
<p>O novo ano fiscal começou positivo, com sinais de retomada dos negócios. “Julho foi o melhor mês do ano, até aqui. Já vendemos máquinas e entramos em projetos. Nossa expectativa é ter um bom segundo semestre”, diz o CEO da Trumpf Brasil.</p>
<p>Para o executivo, a pandemia do novo coronavírus começa a mostrar “uma luz no fim do túnel”: “Ninguém sabe ainda o que vai acontecer, mas tudo indica que iniciamos um momento de reorganização da economia. A reabertura das cidades e o desenvolvimento de vacinas promissoras, em fase adiantada, são bons indícios”, diz ele.</p>
<p>A Trumpf possui um vasto portfólio de soluções, que abrange diversos segmentos industriais. Suas máquinas, sistemas e soluções tecnológicas estão presentes em produtos da área médica, aeroespacial, implementos agrícolas, implementos rodoviários, equipamentos de construção civil, setor automotivo, fabricação de equipamentos para a indústria alimentícia, logística, componentes eletrônicos, telecomunicação e vários outros. No Brasil, os principais mercados são máquinas e implementos agrícolas, rodoviários e o setor automotivo.</p>
<p><strong>Sobre Trumpf</strong><br />
A empresa de alta tecnologia Trumpf oferece soluções de produção nos setores de máquinas-ferramenta e laser. Está impulsionando a conectividade digital na indústria de manufatura por meio de consultoria sistemas e software. A empresa é a líder mundial em tecnologia e mercado para máquinas-ferramenta usadas no processamento de chapas flexíveis e também para lasers industriais.</p>
<p>Em 2019/20, a empresa &#8211; que conta com cerca de 14.300 funcionários &#8211; alcançou vendas de 3,5 bilhões de euros. Com mais de 70 subsidiárias, o Grupo TRUMPF é representado em quase todos os países da Europa, América do Norte e do Sul e Ásia. Possui instalações de produção na Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Áustria, Suíça, Polônia, República Tcheca, EUA, México, China e Japão.</p>
<p>A Trumpf comemora, em 2020, 39 anos de presença no Brasil. Com sede em Barueri, a empresa possui uma operação solidificada e com abrangência para prover assistência técnica a seus clientes em diferentes regiões, sendo responsável também em dar suporte às operações na América do Sul.</p>
<p>Foto &#8211; crédito: Vivian Koblinski (João C. Visetti) &#8211; Divulgação</p>
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		<title>ArcelorMittal Brasil se posiciona sobre aquisição da Votorantim Siderurgia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andre Gobi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Feb 2018 13:59:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#ArcelorMittal]]></category>
		<category><![CDATA[Cade]]></category>
		<category><![CDATA[econômia]]></category>
		<category><![CDATA[siderurgia]]></category>
		<category><![CDATA[Votorantim]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ArcelorMittal divulgou um comunicado nesta semana no qual se posiciona a respeito da aquisição da Votorantim Siderurgia.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A <strong>ArcelorMittal</strong> divulgou um comunicado nesta semana no qual se posiciona a respeito da aquisição da Votorantim Siderurgia.</em><span id="more-18010"></span></p>
<p>A <strong>ArcelorMittal</strong> divulgou um comunicado nesta semana no qual se posiciona a respeito da aquisição da Votorantim Siderurgia, operação que ainda está em fase de conclusão.</p>
<p>Abaixo, o comunicado emitido:</p>
<p><em>A ArcelorMittal informa que a decisão proferida hoje (07/02) pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), aprovando a aquisição da Votorantim Siderurgia, trará significativas oportunidades operacionais, industriais e logísticas, que poderão melhorar sua posição competitiva.   </em></p>
<p><em>A aquisição dos ativos da Votorantim Siderurgia demonstra a confiança da ArcelorMittal no país e na recuperação da economia brasileira, trazendo ganhos de escala, maior eficiência para o negócio e um portfólio ainda mais completo para os clientes. Esta operação é estratégica para a ArcelorMittal, reforçando o papel do Brasil como importante vetor de crescimento do grupo na América Latina.</em></p>
<p><em>Importante ressaltar que a aquisição não foi totalmente concluída e as empresas operam de forma independente até o fechamento da operação.</em></p>
<p><strong><span style="color: #993300;">Sugestão de leitura:</span></strong></p>
<p><a href="http://aquecimentoindustrial.com.br/anglo-american-vai-iniciar-obras-e-preve-elevar-em-56-producao-de-minerio-no-brasil/">-&gt; Anglo American vai iniciar obras e prevê elevar em 56% produção de minério no Brasil</a></p>
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		<title>Economia do Brasil cresce 0,40% em setembro e avança 0,58% no 3º tri, aponta BC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andre Gobi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Nov 2017 10:40:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[econômia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produção industrial voltou a subir em setembro, indicando um processo de recuperação econômica gradual após dois anos de recessão</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A economia brasileira cresceu acima do esperado em setembro e fechou o terceiro trimestre com expansão de 0,58 por cento, em mais um sinal de recuperação gradual do país.</p>
<p>O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado nesta segunda-feira, avançou 0,40 por cento em setembro sobre agosto, em dado dessazonalizado. A expectativa em pesquisa da Reuters junto a economistas era de alta de 0,34 por cento.</p>
<p>No segundo trimestre, sempre em números dessazonalizados, o IBC-Br apresentou alta de 0,39 por cento. Os dados oficiais divulgados pelo IBGE mostram que o PIB do Brasil cresceu 0,2 por cento entre abril e junho sobre os três meses anteriores.</p>
<p>O resultado mensal do IBC-Br, que incorpora projeções para a produção nos setores de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos, tem como pano de fundo resultados positivos da indústria e do varejo.</p>
<p>A produção industrial voltou a subir em setembro, enquanto as vendas varejistas foram puxadas sobretudo pelo setor de hipermercados. Somente o setor de serviços apresentou resultado negativo no mês, fechando o terceiro trimestre com perdas.</p>
<p>Na comparação com setembro de 2016, o IBC-Br apresentou ganho de 2,00 por cento, enquanto que no acumulado em 12 meses houve queda de 0,42 por cento, em dados dessazonalizados. O Brasil vive um processo de recuperação econômica gradual após dois anos de recessão, tendo como base inflação e juros baixos e retomada do mercado de trabalho, ainda que através da informalidade.</p>
<p><strong>Fonte: Reuters, por Marcela Ayres</strong></p>
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		<title>Viabilização econômica no forjamento com o auxílio de simulação &#8211; Parte I</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alisson Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Nov 2017 12:04:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos - Artigos Técnicos]]></category>
		<category><![CDATA[#simulação]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[computacional]]></category>
		<category><![CDATA[econômia]]></category>
		<category><![CDATA[estudodecaso]]></category>
		<category><![CDATA[industrial]]></category>
		<category><![CDATA[metodologia]]></category>
		<category><![CDATA[tarugo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presente trabalho propõe a não dissociação entre a atividade técnica e a análise econômica de todo o cenário envolvido pela prática industrial. Para tanto, aborda-se um estudo de caso, sugerindo a utilização de ferramentas de simulação computacional de materiais e de processos, com alto comprometimento com os fenômenos teóricos fundamentais e com a correta elaboração e validação do modelo computacional</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1>O presente trabalho propõe a não dissociação entre a atividade técnica e a análise econômica de todo o cenário envolvido pela prática industrial. Para tanto, aborda-se um estudo de caso, sugerindo a utilização de ferramentas de simulação computacional de materiais e de processos, com alto comprometimento com os fenômenos teóricos fundamentais e com a correta elaboração e validação do modelo computacional</h1>
<p>O presente artigo demonstra os resultados econômicos positivos obtidos por uma engenharia metódica e assistida pela simulação numérica. Assim, considera-se uma operação de forjamento por martelamento, sendo possível, no entanto, aplicar a metodologia utilizada a qualquer processo de conformação mecânica, incluindo forjamento por prensagem, matrizes abertas ou fechadas, extrusão e outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Martelamento</h2>
<p>A conformação mecânica pode ser realizada com o uso de prensas ou marteletes. Conforme a complexidade da geometria da peça final desejada, pode ser necessário o desenvolvimento de operações anteriores à prensagem, ou ao martelamento, denominadas “operações de pré-forma”. Em uma operação de forjamento a quente, por exemplo, o tarugo é aquecido em um forno (Figura 1(a)) e em seguida conformado livremente (em matriz aberta) com o auxílio de um martelete (Figura 1(b)). Assim, a geometria obtida com o martelete é denominada pré-forma.</p>
<p>O martelo é um equipamento bastante eficaz na obtenção de peças complexas, com relativa grande massa metálica, através da deformação plástica. A Figura 2 mostra um martelo de forjamento típico no qual a matriz superior é acoplada a um sistema que se eleva, acumula energia potencial e utiliza essa energia para golpear o tarugo, ou pré-forma. Não raramente, os martelos possuem uma aceleração por ar comprimido, maximizando a energia do golpe de forjamento. Uma vez que a energia empregada pelo martelo é transformada, principalmente, em deformação plástica, além de perdas para todo o sistema, podem ser necessários vários golpes de forjamento em uma mesma peça de trabalho para que se obtenha a geometria final.</p>
<p>Conformar uma peça a altas temperaturas é uma alternativa para se reduzir a energia necessária durante as operações de martelamento, além de permitir maiores deformações plásticas ao material sem que este sofra fraturas durante o processamento. Para demonstrar esse fato, a Figura 3 mostra as curvas de escoamento de um aço SAE 3310, obtidas através do software JMatPro[3], para diferentes temperaturas do material. Observa-se que à temperatura ambiente (25 °C) as tensões necessárias para se deformar plasticamente um material são bastante elevadas quando comparadas com as tensões para o mesmo material a temperaturas acima de 1.000 °C. Com isso, o forjamento a quente é facilitado em detrimento do forjamento a frio, uma vez que o material se torna menos resistente mecanicamente[4].</p>
<p>Além da influência da temperatura no comportamento do material durante a conformação mecânica, a velocidade com que a deformação ocorre também influencia no comportamento do material[4]. Especialmente em operações de martelamento, a velocidade de impacto da matriz contra o tarugo e, consequentemente, a velocidade de deformação desse tarugo são muito elevadas. Uma vez que a deformação pode ser definida, a velocidade com que se deforma o material pode ser descrita como a quantidade de deformação por unidade de tempo, em segundos, resultando no que pode ser chamado de “taxa de deformação”, usualmente dada em “1/s” ou “s-1”. No martelamento, as taxas de deformação podem ultrapassar 1.000 s-1. A influência dessa elevada taxa de deformação sobre a resistência mecânica do material sendo forjado está exemplificada na Figura 4, obtida através do software JMatPro. Observa-se que a curva de escoamento de um dado material metálico a quente aumenta sua resistência à deformação à medida que sua taxa de deformação (velocidade de processamento) aumenta. Ainda, é possível perceber que elevadas taxas de deformação postergam para maiores deformações o processo de rescristalização dinâmica do material em relação a sua deformação plástica sofrida. Vale ressaltar que o aumento da resistência mecânica com a taxa de deformação é maior quanto maior for a temperatura de processamento do material.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Custos</h2>
<p>Diante de um processo de fabricação complexo, como é o caso da indústria de forjamento, a tarefa de se elaborar cotações para cada novo produto, solicitado pelo cliente, possui variáveis de relevante incerteza. É necessário considerar custos relativos à quantidade de matéria prima, custos de operação como corte, forjamento, tratamento térmico e acabamento, além de inspeção e custos administrativos.</p>
<p>Com o intuito de se exemplificar o processo de formação de preço em uma forjaria, observa-se a Tabela 1. Os dados correspondem a um caso hipotético, no qual a empresa realizou a previsão de custos e preço de venda, objetivando uma margem de lucro de 40%. No entanto, após apresentação dos preços ao cliente, houve a necessidade de negociação dos valores de venda. Com o intuito de conseguir o cliente e garantir o faturamento, a forjaria aceitou reduzir sua margem de lucro. A Tabela 2 mostra a modificação na previsão de lucro após a negociação do preço de venda para os cinco tipos de peças. É notório que a negociação do preço tem influência direta na receita e, portanto, no lucro da empresa.</p>
<p>De toda maneira, mesmo após a negociação dos preços de venda com o cliente, a empresa continuou gerando lucro. As finanças se mantiveram saudáveis, mas o risco de sobrevivência da empresa aumentou. Então, após o recebimento da Ordem de Compra, foi realizado o “try-out” das novas peças solicitadas pelo cliente. Contudo, observou-se que, para o presente caso hipotético, os custos de fabricação das peças “A” e “B” são na realidade maiores do que o previsto anteriormente durante a fase de cotação de preços. Inclusive, a peça “A” não somente teve seu custo de fabricação aumentado, mas também passou a gerar prejuízo para a empresa.</p>
<p>Sendo a peça “A” um produto estratégico na relação da empresa com o cliente, decidiu-se manter a fabricação da peça “A”, tendo em vista que o cenário ainda resulta em lucro frente à carteira de cinco produtos desse cliente. No entanto, um eventual aumento na quantidade de peças “A” passa a ter efeito direto na redução do lucro da empresa, fazendo com que essa relação fique comprometida. A Tabela 4 mostra o efeito na previsão de lucros caso o cliente aumente o pedido referente à peça “A”.</p>
<p>Em suma, a Figura 5 mostra a evolução do lucro resultante para uma determinada carteira de produtos. A primeira previsão (Figura 5(a)) considerou 40%. Após a negociação com o cliente, a previsão de lucro foi reduzida para 22% (Figura 5(b)). Em seguida, com a Ordem de Compra e o try-out realizado, ajustou-se o custo de fabricação de algumas peças, impactando na previsão (Figura 5(c)). Finalmente, considerou-se um eventual aumento na quantidade de uma peça com margem negativa, situação essa que comprometeria ainda mais a margem de lucro (Figura 5(d)).</p>
<p>Portanto, compreende-se que a metodologia de formação de preço e determinação da margem de lucro até aqui demonstrada constitui um cenário usual na indústria do forjamento. Esse procedimento pode inviabilizar o atendimento ao cliente, impactando na negociação e comercialização de produtos e até mesmo na sobrevivência ou evolução de uma companhia. A Figura 6 mostra um resumo da prática industrial comum na formação de preços, sendo essa entendida como danosa à saúde financeira da empresa. A continuação do presente artigo propõe e demonstra a modificação dessa prática, maximizando a assertividade na cotação de novas peças, além de propiciar o desenvolvimento de melhores práticas no processo de forjamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5>O autor Stemler, P.M.A. é graduado em Engenharia Metalúrgica pela UFMG e Assistente Técnico pela 6Pro Virtual&amp;Practical Process (pedro.stemler@sixpro.pro). O coautor Haase, O.C. é graduando em Engenharia Mecânica pela UFMG e colaborador pela empresa 6Pro Virtual&amp;Practical Process (olavo.haase@sixpro.pro). O coautor Oliveira, F.S. é Engenheiro de Processos em forjaria parceira* e o coautor Oliveira, S.F. é Gerente Industrial na mesma (contato@sixpro.pro). O coautor Lobenwein, R.R. é Engenheiro Mecânico pela UFMG com larga experiência no setor comercial e Gerente Comercial pela 6Pro Virtual&amp;Practical Process (rodrigo@sixpro.pro). O coautor Duarte, A.S. possui pós-doutorado na área de Metalurgia da Transformação, é Professor pela UFMG e pela PUC Minas e Consultor Técnico pela 6Pro Virtual&amp;Practical Process (alisson@sixpro.pro). *A apresentação dos resultados foi autorizada pela forjaria parceira, exceto o seu contato.</h5>
<p>&nbsp;</p>

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