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	<title>Arquivos Pioneiros - Portal Aquecimento Industrial</title>
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	<description>Tudo sobre Tecnologias Térmicas</description>
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	<title>Arquivos Pioneiros - Portal Aquecimento Industrial</title>
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		<title>Carlos Paulo Rauscher</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Udo Fiorini]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2015 14:38:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Pioneiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rauscher foi fundamental para que a Brasimet assumisse a liderança no mercado de tratamento térmico no Brasil, sendo reconhecida mundialmente como marca de qualidade </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="ConteudoTexto">Apesar de ainda carregar no sotaque estrangeiro, Carlos Rauscher nasceu no Brasil. Mais precisamente na cidade de Campinas, interior de São Paulo, em 1923. Hoje, aposentado, Rauscher foi por mais de 35 anos diretor técnico da Brasimet, em sua época a maior empresa de prestação de serviços de tratamentos térmicos, fabricação de fornos e de sais de tratamentos térmicos da América do Sul. Seu comando foi fundamental para que a empresa assumisse a identidade de liderança no mercado de tratamento térmico no Brasil, sendo reconhecida mundialmente como marca de qualidade nos serviços e produtos da área térmica por ela fornecidos.</p>
<p class="ConteudoTexto">Sua rica história começa quando seu pai, nascido na Áustria e membro da marinha austríaca, ficou desempregado após o fim da Primeira Guerra Mundial. Com a dissolução do império Austro-Húngaro, a Áustria perdeu o acesso ao mar, o que levou à extinção da marinha. Depois de algumas tentativas de trabalhar em países vizinhos, decidiu emigrar para a América do Sul e, por motivos desconhecidos, estabeleceu-se em Campinas. Trabalhou com irrigação em fazendas da região e depois em represas, na área de eletrificação.</p>
<p class="ConteudoTexto">Veio a casar-se na cidade e, com auxílio do sogro, iniciou uma empresa de fabricação de acumuladores automotivos, também conhecidos como baterias. Carlos conta que, em 1926, quando tinha 3 anos, o pai visitou fornecedoras de equipamentos para o seu negócio na Europa. Porém, sua empresa passou a sofrer com a forte concorrência de fabricantes americanos no Brasil e acabou encerrando as atividades.</p>
<p class="ConteudoTexto">Com o passar dos anos, durante a década de 1930, a Alemanha experimentava grande desenvolvimento. A Áustria havia sido anexada ao país e o pai de Carlos, como ex-militar, foi novamente convocado e integrado à marinha. Sua mãe havia falecido no Brasil em 1931, deixando seu pai viúvo e, em 1938, ele embarcou com o filho de volta à Europa, onde vislumbrava maior chance de prosperar. Carlos, então com 16 anos, fez curso técnico que o introduziu às bases do tratamento térmico, em Berlim, onde moravam.</p>
<p class="ConteudoTexto">Após o fim da guerra, não encontrou mais o pai e voltou ao Brasil, em 1946. Com os conhecimentos técnicos adquiridos na Alemanha, começou a trabalhar como desenhista projetista na empresa Elevadores Atlas, pertencente então ao Grupo Villares, onde permaneceu por cerca de 4 anos. Foi nessa época que conheceu sua esposa, a quem trata carinhosamente por Dona Jandyra. E, ainda como namorado, um dia foi apresentado ao vizinho do pai de Jandyra, que estava no Brasil como delegado da Böhler, empresa austríaca fabricante de aços.</p>
<p class="ConteudoTexto">Algum tempo depois, este mesmo vizinho, agora já dirigindo o departamento de aços na Brasimet, lembrando da conversa que teve com Carlos, o convidou para ser seu assistente. Carlos aproveitou 30 dias de férias que tinha na empresa onde trabalhava e aceitou a proposta em caráter de experiência de um mês. Gostou e iniciou na Brasimet em 1950. A empresa foi fundada em 1942 como Importadora e Exportadora de Metais Brasimet S. A., pelo Grupo Maurício Hochschild, que era atuante na mineração e comércio de metais, tendo várias empresas na América do Sul, em países como Bolívia, Argentina, Chile, Peru e Brasil.</p>
<p class="ConteudoTexto">Em 1945, a Brasimet iniciou a comercialização de aços-ferramenta como representante no Brasil da empresa sueca Soederfors. Em 1946, instalou o seu primeiro tratamento térmico para terceiros no bairro do Ipiranga, em São Paulo, com fornos a banho de sal importados dos Estados Unidos. Foram importados os primeiros fornos a banho de sal da Degussa AG (Alemanha) em 1951, para venda ao mercado brasileiro. Os sais eram inicialmente fabricados pela firma Bragussa, pertencente ao Grupo da Degussa. Posteriormente, foram fabricados pela Brasimet, sob licença da Degussa, em um galpão da Rua dos Inocentes, no Bairro do Socorro.</p>
<p class="ConteudoTexto">Com o desenvolvimento da indústria siderúrgica no Brasil e a abertura de revendas no país das principais siderúrgicas europeias, a concorrência ficou cada vez mais acirrada e especializada. A empresa foi, aos poucos, substituindo sua atividade de importadora de aços pela fabricação e importação de fornos, aliada à prestação de serviços de tratamento térmico. Com os bons conhecimentos na área, adquiridos no curso de aprendizagem de mecânica efetuado em Berlim, Carlos Rauscher cada vez mais adquiria importância e se tornava peça- chave dentro da organização, contribuindo para sua consolidação.</p>
<p class="ConteudoTexto">Com a falta de divisas, o país restringia as importações. Rauscher recorda que visitou a Degussa, na Alemanha, a fim de negociar a possibilidade de concessão da licença para fabricação pela Brasimet e, assim, em 1953, a empresa iniciou a fabricação de fornos industriais no Brasil. A Degussa queria, na Brasimet, alguém que conhecesse a parte mecânica na área de fornos. Rauscher lembrou-se de um jovem que havia conhecido na Elevadores Atlas, Armin Wiederin, cujo pai tinha uma oficina mecânica no interior de São Paulo e, devido a isso, tinha bons conhecimentos de mecânica. Trouxe, então, Armin como segundo funcionário da seção de fornos, onde atuou na área de projetos e fabricação de fornos.</p>
<p class="ConteudoTexto">No entanto, o segundo funcionário da Brasimet, conforme Rauscher, foi Walter Pugliesi, a quem chama de Waltinho. Waltinho era office boy do grupo no escritório da Praça da República e queriam transferí-lo para Santo Amaro, onde a empresa havia comprado galpões para a Seção de Aços e Forno. “Mas a gente sempre gostou do Waltinho e pedimos para ele ficar”, recorda Rauscher. Walter Pugliesi permaneceu mais de 50 anos trabalhando na Brasimet, onde ingressou em 1952, dirigindo equipes de venda até se aposentar pela empresa.</p>
<p class="ConteudoTexto">Em 1954, a empresa adquiriu um terreno de 30.000 m² no Distrito Industrial de Jurubatuba, em Santo Amaro, São Paulo, na margem da então futura Avenida das Nações Unidas. Foi nessa época em que o Sr. Franz Sommer se juntou à equipe da empresa, a convite de Carlos Rauscher. Ele trabalhava no departamento térmico da empresa Styria Stahl, em Viena, na Áustria, tendo feito estágio na Degussa, na área de tratamento térmico em Hanau, Alemanha. Rauscher sabia que, na Áustria, Sommer trabalhava longe de casa, onde estava sua família, fato este que o desagradava. Assim, em uma conversa, fez-lhe o convite para trabalhar no Brasil. Sommer aceitou, tendo desembarcado no país no mesmo ano, junto da esposa Helena e do filho. Trabalhou no tratamento térmico da Brasimet, onde permaneceu até a sua aposentadoria como diretor da Divisão de Tratamentos Térmicos, no início dos anos 1990. Veio a falecer em 2012.</p>
<p class="ConteudoTexto">Na Brasimet, em 1956, foram construídos os primeiros galpões na nova área, que abrigariam os depósitos de aços e a fábrica de fornos. Em 1962, Karlheinz Pohlmann foi admitido na Alemanha para trabalhar como metalurgista na Brasimet. Ele havia sido contatado pela Degussa a mando da Brasimet, e foi contratado também por Carlos Rauscher.</p>
<p class="ConteudoTexto">Foi em 1964 que começam a ser firmados os primeiros contratos de transferência de tecnologia na área de fornos industriais com empresas alemãs para fabricação no Brasil. Rauscher foi crucial neste processo e recorda algumas empresas fabricantes de fornos na Europa com as quais negociou contratos de licenciamento: Braun Angott, Herdieckerhoff, Mahler, Gautschi, LOI, entre outras. Em 1965, teve início a fabricação de sais para tratamento térmico sob licença da Degussa-Durferrit Alemanha. Já em 1968, é transferido o tratamento térmico do Ipiranga para Santo Amaro.</p>
<p class="ConteudoTexto">Após ser sucedido por Karlheiz Pohlmann como principal executivo da Brasimet, em 1982, Carlos Rauscher seguiu como membro do Conselho de Administração por mais 4 anos, quando se aposentou. Pecuarista, mora em São Paulo e Uberlândia com a esposa.</p>
<p class="ConteudoTitulo">Referência</p>
<p class="ConteudoTexto">[1] http://www.metaltrend.com.br/nossa-historia.html (sucessora na área de fabricação de fornos e equipamentos da Brasimet).</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Antonio Augusto Gorni</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Udo Fiorini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2014 13:34:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Pioneiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antonio Augusto Gorni atua, entre outras atividades, como engenheiro da Usiminas desde 1982</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="ConteudoTexto">Nascido em 1958, na cidade de Garça, interior do estado de São Paulo, Antonio Augusto Gorni pouco viveu no interior. Filho de Antonio Gorni e de Carmen Iracy Müller Gorni, mudou-se para a capital paulista quando tinha apenas um ano de idade.</p>
<p class="ConteudoTexto">É Engenheiro de Materiais pela Universidade Federal de São Carlos, Mestre em Engenharia Metalúrgica pela Escola Politécnica da USP, Doutor em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual de Campinas e Especialista em Laminação a Quente na Usiminas. É autor de mais de 200 trabalhos técnicos nas áreas de laminação a quente, desenvolvimento de produtos planos de aço, simulação matemática, tratamento térmico e aciaria, incluindo quatro patentes. No entanto, a metalurgia não foi sua primeira paixão profissional. Diz até que caiu na metalurgia meio que de paraquedas.</p>
<p class="ConteudoTexto">Uma de suas principais influências foi seu avô materno, João Müller, que era administrador da fazenda de café Nossa Senhora do Poção, em Garça. Seu João também tinha, como hobby, uma oficina de carros, e isso acabou chamando sua atenção para a parte funcional das máquinas. Por esta curiosidade despertada pelo seu avô, enquanto ainda criança, acabou se interessando pela eletrônica, com um antigo brinquedo chamado Engenheiro Eletrônico, da Philips.</p>
<p class="ConteudoTexto">Conta que tinha ideia de seguir nesta área, uma vez que, na década de 1970, a eletrônica ainda era algo quase mágico. Seu pai, que trabalhava no Banco do Brasil e havia presenciado o processo de informatização daquela instituição, o aconselhou a olhar com atenção para o ramo da computação. Foi então que iniciou a preparação para o vestibular, ainda que de maneira leve, ouvindo rock, porém com seriedade. Sua irmã Rosângela costumava dizer que ele fazia o cursinho “Emerson, Lake &amp; Palmer”. Prestou o vestibular sem grandes esperanças de aprovação, mais como um treino para o ano seguinte. Porém, para sua surpresa, mesmo sem ter se preparado de forma especial, foi aprovado no vestibular para o curso de Engenharia de Materiais, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Era um curso desconhecido numa escola nova, ainda sem tradição, e numa modalidade com a qual não tinha nenhuma familiaridade. Finalmente, após muita reflexão, venceu o pragmatismo e, em 1976, acabou se mudando para São Carlos, no interior do estado, beneficiando-se da hospitalidade dos avós paternos, Ema e Américo Gorni.</p>
<p class="ConteudoTexto">No primeiro semestre cursou, entre outras, a disciplina “Introdução à Computação”. Lamentavelmente, por problemas logísticos, o curso teve caráter exclusivamente teórico. Mas, até em função dos conselhos paternos, no ano seguinte fez um curso de férias na área de programação de computadores, oferecido pela Escola de Engenharia de São Carlos, da USP. As férias foram perdidas, mas, em contrapartida, foi impactante por lhe proporcionar acesso a computadores e à sua programação de forma plena.</p>
<p class="ConteudoTexto">A computação foi a área na qual, então, se encontrou. Tanto que pensou em mudar de curso, mas se deparou com vários problemas. Os colegas que faziam computação tinham medo de não encontrar emprego, pois na segunda metade da década de 1970, a ciência da computação ainda parecia ser futurista demais para um país em desenvolvimento. Além disso, a demanda por engenheiros atingia o auge em pleno Milagre Brasileiro. Mais uma vez chegou a uma solução de compromisso: manteve o curso, mas sempre procurando por aplicações que envolvesse o uso da computação na Engenharia de Materiais. Na época isso era difícil, dados os recursos rudimentares dos poucos computadores existentes, que viviam sobrecarregados. Mas, enquanto muitos diziam para deixar isso de lado, Gorni sempre se manteve firme de que isso seria o futuro.</p>
<p class="ConteudoTexto">Em 1978, deixando um pouco de lado a computação, voltou o foco para o curso de Engenharia, primeiramente na área de materiais poliméricos e, posteriormente, dos materiais metálicos. Finalizou o curso universitário em 1981, justamente quando estourou a crise financeira no Brasil (resultado da recessão adotada pelo governo de então para conter os desequilíbrios externos) e muitas pessoas ficaram sem emprego. Antonio Augusto Gorni, entretanto, passa em primeiro lugar no concurso da Companhia Siderúrgica Paulista (COSIPA), iniciando no emprego em março de 1982.</p>
<p class="ConteudoTexto">Na época, o treinamento dos novos engenheiros na COSIPA tinha duração de dois anos. Gorni foi alocado na Gerência de Controle da Qualidade, onde atuou principalmente em aciaria e frequentemente trabalhando em regime de turno de revezamento. Diz que a experiência foi muito boa, apesar de ter terminado com muitos namoros, visto que a alternância semanal de horários prejudicava qualquer atividade social. Por outro lado, nessa mesma época, ocorria o boom da microinformática, com a estreia dos computadores pessoais oferecidos a preços acessíveis. Isso viabilizou a retomada do antigo projeto sobre a aplicação de técnicas computacionais em metalurgia, que agora não dependia da difícil autorização para uso do mainframe empresarial. Por outro lado, era frustrante ver os colegas da área de computação trocando de emprego (e dobrando o salário) a cada semestre, enquanto os engenheiros mal conseguiam se manter empregados.</p>
<p class="ConteudoTexto">Terminados os dois anos de treinamento, Gorni, no início de 1984, passou a trabalhar no Núcleo de Pesquisas Tecnológicas da mesma empresa, concretizando uma antiga aspiração. Para tanto, foi necessária uma mudança de área de atuação, que passou da aciaria para a laminação de tiras a quente. Fez o Mestrado, patrocinado pela empresa, o qual foi concluído em 1990. Ao término do Mestrado, ao retornar para as atividades na usina, foi deslocado para atender a outro setor da siderúrgica, a Laminação de Chapas Grossas. Foi um período bastante ativo no desenvolvimento de aplicações computacionais em metalurgia, tanto em função das atividades acadêmicas como pelo surgimento de computadores pessoais cada vez mais velozes e potentes. Um dos pontos altos desses desenvolvimentos foi a aplicação de redes neurais no modelamento da laminação a quente, trabalho pioneiro em nível mundial desenvolvido em 1993. O advento da internet também não passou desapercebido, tendo implantado sua página pessoal (www.gorni.eng.br) já em 1996. Posteriormente, cursou o Doutorado, por conta própria, o qual foi defendido em 2001. Em abril de 1999 foi transferido para a Gerência de Suporte Técnico da Laminação a Quente, passando a atuar como uma espécie de consultor tecnológico para as linhas de laminação de tiras a quente e de chapas grossas, área em que se encontra desde então. Os modelos matemáticos sobre laminação a quente e tratamento térmico nunca saíram de seu radar, mas hoje essa atividade já pode ser considerada rotineira em todo mundo. Em novembro de 2013 foi homenageado pela Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração pelo número recorde de contribuições técnicas apresentadas no Seminário de Laminação promovido por aquela entidade. Note-se que nesse meio tempo ocorreu a privatização da COSIPA, adquirida em 1993 por um grupo de investidores ligado à USIMINAS, que a incorporou em 2009.</p>
<p class="ConteudoTexto">Entre 1990 e 2000 foi professor no Departamento de Metalurgia da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), tendo ministrado disciplinas na área de metalografia de materiais ferrosos e, posteriormente, na área de materiais poliméricos. Desde então as atividades docentes continuam em alguns cursos de especialização promovidos pela Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM).</p>
<p class="ConteudoTexto">Mantém, ainda, uma carreira editorial, iniciada na própria COSIPA, que publicava boletins técnicos com notícias e resumos de artigos técnicos para cada área da usina. Como era difícil conseguir pessoal para essa tarefa, Gorni, que sempre gostou de escrever, prontificou-se também a fazer esse tipo de trabalho. Inclusive foi exercendo essa atividade que conheceu sua esposa, Regina Zayat Gorni, com a qual se casou em 1992. Pode-se dizer que sua esposa foi sua primeira editora.</p>
<p class="ConteudoTexto">Deu sequência às atividades editoriais na Aranda Editora Técnica e Cultural, na qual, desde 1989, faz traduções técnicas do alemão e do inglês para as áreas de metalurgia e plásticos. Conheceu a editora meio que por acaso, uma vez que foi indicada a ele para que publicasse trabalhos de sua tese. Em 1998, com a fundação da revista Plástico Industrial, foi convidado pela mesma para ser o editor técnico da publicação, atividade que exige visitas periódicas às feiras técnico-comerciais no setor, como a K, na Alemanha, e a NPE, nos EUA. Posteriormente, também assumiu o cargo de editor técnico da revista Corte e Conformação de Metais e também atua como colaborador na revista Fundição e Serviços, todas da Aranda.</p>
<p class="ConteudoTexto">Para o futuro, diz que, se pudesse, voltaria a ser o “hippie” que era aos 16 anos, com cabelos compridos, mas que estudava eletrônica e tocava piano. Conta que, às vezes, sente-se tão indeciso quanto na época em que precisava decidir qual curso escolher para o vestibular. Com ideias de ir para a cidade de Socorro, no interior do estado de São Paulo, quando se aposentar, fica na dúvida sobre a adaptação em uma cidade mais tranquila. Sempre adepto da informatização, a primeira coisa que colocou em sua chácara no campo foi, justamente, a internet. Ainda sobre quando se aposentar, certo é que voltará a se dedicar à música, retomando os estudos ao piano.</p>
<p class="ConteudoTexto">Por ser um misto de alemão com italiano, conta que, enquanto o lado italiano fala em parar, tocar piano e filosofar, o lado alemão manda ficar na ativa. Pensando em um possível “soft landing”, que não significa necessariamente uma interrupção nas atividades, mas uma transição para uma nova carreira, ressalta que o importante é não se estressar, não ficar doido com as coisas, mas sim manter-se, tanto quanto possível, em atividade &#8211; em resumo, keep calm and carry on.</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>José Celso Caputo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Udo Fiorini]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Apr 2014 18:21:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Pioneiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Celso Caputo é secretário-executivo do SINDIFORJA - Sindicato Nacional da Indústria de Forjaria, com sede na cidade de São Paulo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="ConteudoTexto">Celso Caputo é secretário-executivo do SINDIFORJA &#8211; Sindicato Nacional da Indústria de Forjaria, com sede na cidade de São Paulo. Ele conta que, formado pelo antigo curso normal, começou a vida profissional como professor primário em Tatuí, cidade do interior do estado de São Paulo onde nasceu. Aos 18 anos, tendo cursado curso de ciências contábeis, montou um escritório de contabilidade junto ao tio e padrinho, passando como contador a dominar também legislação tributária e societária e gestão de negócios. Posteriormente, fez o curso de filosofia, ciências e letras em Sorocaba e se formou professor de história. O escritório de contabilidade passou a ter muita concorrência na então pequena cidade de Tatuí, mal dava para Celso pagar sua faculdade na vizinha Sorocaba. Decidiram vender o escritório e ele foi procurar emprego em São Paulo.</p>
<p class="ConteudoTexto">Celso comenta que no dia em que chegou ele já conseguiu uma vaga. Numa agência de empregos, candidatou-se como contador. Diz que pela pouca idade desconfiaram de seus conhecimentos e lhe deram um balanço para analisar. Tinha sido prática constante de seu trabalho e ele interpretou corretamente os dados do mesmo. Deram-lhe outro, mais volumoso, que ele também analisou corretamente. Foi contratado para ser subcontador de uma empresa de confecções na Bela Vista. Isso foi no final da década de 60. Logo em seguida o contador foi mandado embora. Ele não quis assumir a contabilidade, queria que tivesse outro contador. Aí a empresa o promoveu a gerente. Concluiu seus estudos, formando-se em direito pela FIEO, Fundação Instituto de Ensino para Osasco. Foi uma das primeiras turmas desta faculdade da cidade de Osasco, cidade vizinha de São Paulo. Até hoje Celso Caputo advoga em causas civis, em conjunto com uma banca de amigos. Trabalhou na empresa de confecções por aproximadamente 6 anos no cargo de gerente-geral.</p>
<p class="ConteudoTexto">Conheceu pessoas no então Banco Real que utilizavam seus serviços como free-lancer. Gostaram de seus conhecimentos e um dia lhe convidaram para trabalhar lá como funcionário. Aceitaram a sua solicitação de salário e acabou contratado como assessor técnico fiscal. Foi subindo na hierarquia da empresa chegando a subcontador geral do banco e, posteriormente, subchefe do setor jurídico. Por sugestão de amigos foi convidado pela direção da instituição a assumir a direção de uma empresa do grupo situada no estado do Acre. Celso Caputo, nesta época, já era casado e tinha dois filhos homens. Avaliou o convite com a família e acabou decidindo por aceitar. Seguiu para o Acre, onde permaneceu por cerca de 8 anos. Ele comenta que se adaptou muito bem naquele estado, com bom relacionamento na sociedade local. A empresa tinha algumas empresas na região, desde serrarias, extração de castanha, extração e beneficiamento de látex e de óleo de dendê, entre outras. Saiu do grupo quando o banco começou a ser preparado para venda a outra instituição.</p>
<p class="ConteudoTexto">Foi, então, que o SINDIFORJA entrou na vida de Celso Caputo. Benedito de Godoy Moroni, irmão de criação de Celso, era secretário-executivo do SINDIFORJA e havia sido convidado para assumir o cargo de fiscal de renda federal na cidade de Presidente Epitácio, no extremo oeste do estado de São Paulo. O prazo para assumir o cargo estava vencendo e ele precisava de alguém para ocupar o seu lugar. Ligou para Celso, que nesta época trabalhava no Unibanco em Osasco, e ele aceitou o desafio de ser o secretário-executivo da entidade no lugar de Benedito de Godoy.</p>
<p class="ConteudoTexto">O SINDIFORJA foi fundado como Associação Brasileira de Forjarias em janeiro de 1958, em um escritório da Praça João Mendes, no centro da cidade de São Paulo. O escritório pertencia ao hoje renomado jurista Ives Gandra Martins, na época advogado e amigo do Dr. Alexandre Rodolpho Smith de Vasconcelos, presidente, então, da indústria de forjados SIFCO e um dos principais articuladores da fundação da Associação. Esta entidade deu origem, em 1964, à Associação Profissional da Indústria de Forjaria de São Paulo, com seu escritório transferido para o Palácio Mauá, então edifício sede da CIESP / FIESP, no número 80 do Viaduto Dona Paulina, centro de São Paulo. No mesmo endereço foi fundada, em 1965, a sociedade civil Centro Brasileiro de Forjarias. Em 1969, nova mudança de razão social da Associação, alterada então para Sindicato da Indústria de Forjaria de São Paulo. Em 1974, ainda no mesmo endereço, a denominação da entidade foi completada para Sindicato da Indústria de Forjaria no Estado de São Paulo.</p>
<p class="ConteudoTexto">Por sugestão do presidente do Sindicato na ocasião, Dr. Alexandre Rodolpho Smith de Vasconcelos, a entidade procurou uma sede própria, que foi inaugurada em agosto de 1983 e onde se localiza até hoje, na Rua General Furtado do Nascimento 684, 6º andar, Cjs. 61 e 62. Dr. Alexandre foi presidente do SINDIFORJA por dois mandatos, de 1969 a 1975 e de 1981 a 1993. Finalmente, em 1988, a denominação foi alterada para Sindicato Nacional da Indústria de Forjaria, SINDIFORJA, que mantém até esta data.</p>
<p class="ConteudoTexto">José Celso Caputo começou a trabalhar no SINDIFORJA em agosto de 1990. Na época, a indústria de forjados estava em seu auge, com mais de 70 sócios participando do Sindicato. Com o início do Plano Real, em 1994, houve um momento de entusiasmo na economia brasileira que se refletiu no setor de forjados. Naquele ano, decidiu-se promover o evento SENAFOR, criado e apresentado anualmente no Rio Grande do Sul pelo Eng. Paulo Regner e pelo Prof. Dr-Ing. Lirio Schaeffer, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), no estado de São Paulo. Celso comenta que o evento foi realizado nas dependências da USP (Universidade de São Paulo), na cidade de São Paulo. Chegou-se a prever a realização do evento em momentos alternados, uma no Rio Grande do Sul e no outro ano em São Paulo. Mas foi realizado apenas um em São Paulo. Na mesma época, já no início da presidência de Arnaldo Meschnark, outro evento internacional, o seminário promovido pela EUROFORGE europeia, foi anunciado para ser realizado no Brasil pelo SINDIFORJA. Foi cancelado pela deterioração dos números da economia no Brasil.</p>
<p class="ConteudoTexto">Atualmente, o número de sócios ativos é de aproximadamente 40. O setor se ressente da política de desindustrialização enfrentada pelo país nos últimos anos. Importações de forjados a custo extremamente baixo fizeram muita empresa ou fechar as portas ou se associar a outras. E a maior preocupação do SINDIFORJA passou a ser a de alertar o governo sobre os problemas do setor. Celso, diretores da entidade e também o seu presidente, Harry Eugen Josef Kahn, participaram de várias reuniões no BNDES &#8211; Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e no MDIC &#8211; Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em Brasília, para defender a observância do percentual de conteúdo local.</p>
<p class="ConteudoTexto">Finalmente veio a primeira luz, com o lançamento do Plano Brasil Maior em 2011, criado para aumentar a competitividade da indústria nacional. Mas o que realmente animou a indústria automobilística, principal setor atendido pela forjaria nacional, a investir em tecnologia foi o Programa Inovar Auto, Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores, criado em 2013 e com vigência até 2017.</p>
<p class="ConteudoTexto">Mas talvez o grande motivador para uma nova realidade pode ser a recém-promulgada Medida Provisória 638, que trata também da rastreabilidade da origem de autopeças. Conforme Celso, embora ainda precise de regulamentação, esta MP, em que parte das sugestões feitas pelo SINDIFORJA foi aproveitada, está fazendo com que montadoras já estejam contratando empresas especializadas para fazerem a rastreabilidade dos componentes dos itens adquiridos para sua linha de produção. Celso diz que sem isso as forjarias e a indústria nacional como um todo tende a diminuir sua produção.</p>
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		<title>Alexander Ufer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Udo Fiorini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2014 14:34:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Pioneiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alex Ufer é o sócio-proprietário da empresa fabricante de fornos industriais Metaltrend</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="ConteudoTexto">Alex Ufer, como é mais comumente conhecido o sócio-proprietário da empresa fabricante de fornos industriais Metaltrend, nasceu na Alemanha em 1950. Quando a segunda guerra mundial começou, em 1939, o pai de Alex, então com 19 anos, foi convocado pelo exército alemão. Enviado para a frente russa, onde serviu por 5 anos, somente voltou para a Alemanha em 1944, quando casou, retornando para a frente de batalha em seguida. A guerra terminou em 1945, mas o pai de Alex ficou retido como prisioneiro de guerra até 1949, quando finalmente pôde voltar para casa.</p>
<p class="ConteudoTexto">Convencido de que a Europa não seria um continente para criar a família depois dessa sua experiência, ele começou a procurar outro lugar no mundo para se estabelecer. Os pais de sua esposa haviam morado em Buenos Aires, na Argentina, na década de 1930. Foi lá que ela passou sua infância, com o pai trabalhando na expansão do sistema de metrô da cidade. O pai de Alex, então, concluiu que era uma boa oportunidade morar na América do Sul, e, como a construtora havia se mudado para São Paulo, ele decidiu, em 1951, vir para o Brasil. Primeiro, ele sozinho e, em 1952, sua esposa e o filho, Alex.</p>
<p class="ConteudoTexto">O caminho natural para um jovem estudante de origem alemã em São Paulo era estudar no colégio Porto Seguro, e com Alex não foi diferente. Foi lá que ele conheceu sua futura esposa, Hanne, com quem se casou anos mais tarde, em 1973. Depois do cursinho, em 1970, ele iniciou o curso de engenharia metalúrgica na Poli &#8211; Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Aproveitando que passava o dia no campus da USP, no Butantã, resolveu fazer administração à noite na FEA, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo. Formou-se na FEA em 1974 e, na Poli, um ano depois, com a esposa trabalhando e sustentando financeiramente o casal.</p>
<p class="ConteudoTexto">No terceiro ano de engenharia, em 1974, procurou estágio em uma empresa da área de metalurgia. Entre as amizades que seu pai tinha criado no Brasil havia uma pessoa, também de origem alemã, que trabalhava na sede do grupo que, na época, era proprietário da Brasimet. Por intermédio dele, Alex teve o primeiro contato com Karlheinz Pohlmann, então gerente do tratamento térmico da Brasimet, que o contratou imediatamente. Começou com um estágio de férias em janeiro e fevereiro nas dependências da divisão de tratamentos térmicos da empresa, mas acabou se estendendo e foi contratado depois de formado.</p>
<p class="ConteudoTexto">Relembrando a história: a Brasimet foi fundada em 1942 pelo grupo chileno Mauricio Hochschild, atuante no setor de mineração, como Importadora e Exportadora de Metais Brasimet S.A. A Mauricio Hochschild estava iniciando no mercado brasileiro de mineração e precisava de uma empresa para importar aço para ferramentas usadas em sua atividade. Em 1946, foi instalado seu tratamento térmico, que também fazia serviço para terceiros, com fornos importados dos EUA. Em 1951 são importados os primeiros fornos a banho de sal da Degussa, da Alemanha, e, em 1953, iniciou-se a fabricação de fornos industriais no Brasil, sob licença da Degussa.</p>
<p class="ConteudoTexto">Alex Ufer começou em 1975, como assistente de planejamento, na divisão de fornos industriais na Brasimet Comércio e Indústria S.A., razão social da empresa a partir de 1952. Em 1976 passou para o setor de engenharia da empresa como assistente da chefia. Um ano depois, passou a chefiar o setor de engenharia. Era época do milagre brasileiro, com forte expansão dos negócios atrelados ao alumínio e aço, atividades que requerem fornos para transformar a matéria-prima abundante em nosso país. Ele comenta que foi nesta época que a necessidade de novas tecnologias fez a Brasimet procurar outras licenciadoras. A própria Degussa auxiliou a encontrar outras empresas parceiras.</p>
<p class="ConteudoTexto">Assim surgiu o contato com a LOI da Alemanha, hoje um dos maiores grupos mundiais na área de fornos industriais e, naquela época, o maior manancial de tecnologia que aportou na Brasimet. Alex diz que a própria língua de contato, alemã, facilitava o entrosamento com a LOI, que era uma empresa muito parecida com o que a Brasimet estava se tornando na época. O próprio modelo de negócio, a estrutura organizacional, acabaram se tornando modelos de como a Brasimet estruturava a divisão de fornos. Em 1978, ele assumiu o cargo de chefe de administração de contratos nesta divisão.</p>
<p class="ConteudoTexto">Em 1980, nascia o primeiro filho, Thomas e, dois anos depois, nasceu Andreas. Na mesma época, Alex assumia a gerência técnica da divisão de equipamentos, responsável pelo projeto, construção e posta em marcha dos fornos e equipamentos auxiliares vendidos pela empresa. Era a época em que grandes projetos eram instalados no Brasil. Albrás, Alumar e Usiminas eram alguns dos grandes nomes da indústria que expandiam e necessitavam de equipamentos. Ele permaneceu durante oito anos neste cargo.</p>
<p class="ConteudoTexto">Novos desafios viriam em 1987. Alex Ufer é promovido a diretor de engenharia da divisão de equipamentos. Alguns anos depois, em 1992, ele passa a assumir integralmente a divisão, sendo responsável por vendas, fabricação, distribuição e posta em marcha dos fornos produzidos pela empresa. A este portfólio seria acrescida, em 1996, a área de química da Brasimet. Era esta divisão que fabricava, sob licença da Degussa-Durferrit Alemanha, os sais e insumos químicos de tratamento térmico da empresa. Estes produtos eram vendidos pela Brasimet, que também prestava assistência técnica aos seus clientes.</p>
<p class="ConteudoTexto">No decorrer destes anos a empresa havia mudado de proprietário. A Degussa AG &#8211; Alemanha havia se tornado sócia majoritária em um determinado momento, mas alguns anos depois se desfez em escala mundial de seus negócios na área de metalurgia, vendendo então sua participação na Brasimet para sócios brasileiros, entre os quais se encontrava Karlheinz Pohlmann. A empresa havia se tornado o maior tratador térmico para terceiros do Brasil e começou a despertar interesse de grupos globais da área. Em concordância com os sócios, tentou se vender a empresa. Primeiro em bloco, mas o fato é que não se conseguiu vender a empresa como um todo, uma vez que nenhum comprador se interessou pela diversidade da Brasimet. Ou o foco era Tratamento Térmico, ou era química ou equipamentos.</p>
<p class="ConteudoTexto">Em 2002, começaram as negociações com Alex Ufer sobre o destino da divisão de equipamentos. Essa negociação durou cerca de dois anos. Neste ínterim, a divisão química foi vendida para o grupo francês HEF. Em 2004, Alex chegou a um acordo com os sócios da Brasimet para assumir a divisão com Ricardo Guerra, seu sócio e ex-gerente da empresa. Alex diz que a motivação maior era seguir com essa atividade como um todo e não destruir aquele departamento, aquela divisão. Sentia responsabilidade sobre aquele grupo de pessoas, excelentes profissionais há muito tempo na empresa. Porque se aquilo fosse se desfazer, todos os funcionários da divisão corriam o risco de perder o emprego. Ele resolveu aceitar este desafio e ficar com esta divisão.</p>
<p class="ConteudoTexto">A nova empresa foi registrada em 4 de fevereiro de 2004 com o nome Metaltrend Equipamentos Industriais Ltda. Alex confessa que tinha preocupação pela maneira com que o mercado fosse aceitar uma empresa que substituiria a Brasimet, nome forte com longa e positiva atuação na área de fornos no Brasil. Diz que a transição de Brasimet para Metaltrend foi muito suave e que o mercado aceitou aquela transformação de uma maneira tão positiva que, na opinião dele, hoje, o que mais interessava era o grupo de profissionais competentes que estava lá dentro, e não o nome da empresa. E aquele grupo ficou junto operando da mesma forma, com as mesmas licenciadoras, a LOI acompanhando esse movimento, e era o nome forte por trás disso tudo tecnologicamente.</p>
<p class="ConteudoTexto">A empresa comprou uma área em Bragança Paulista, interior de São Paulo, onde foi construída a fábrica. Em São Paulo ficou o escritório central. O filho, Andreas, hoje está junto de Alex e Ricardo Guerra no comando da equipe e da empresa.</p>
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		<title>José Benedito Pinto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Udo Fiorini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2014 12:03:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Pioneiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante os últimos 26 anos ele foi o responsável pelo tratamento térmico da Embraer, a terceira maior fábrica de aviões do mundo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="ConteudoTexto">José Benedito nasceu em 1958 em Itajubá, Minas Gerais. Durante os últimos 26 anos ele foi o responsável pelo tratamento térmico da Embraer, a terceira maior fábrica de aviões do mundo. Neste departamento ele não só tratava peças e partes para os aviões produzidos pela empresa, mas também para a Boeing e a McDonnell Douglas, dos EUA.</p>
<p class="ConteudoTexto">Em 1975, depois de concluir os estudos no SENAI de Itajubá, Zé Benedito, como é mais conhecido, queria trabalhar em uma ferramentaria como ajustador mecânico, que tinha sido sua graduação no SENAI. Conseguiu uma vaga na então Fábrica de Armas de Itajubá, atual IMBEL, Indústria de Material Bélico do Brasil. Foi trabalhar na área de tratamento de superfície, que ficava ao lado do setor de tratamento térmico. Ficou lá um ano e meio, saindo para servir no Batalhão de Engenharia do Exército, sediado dentro da mesma área da Fábrica de Armas. Quando saiu, trabalhou em outras empresas, até que ficou sabendo que a empresa havia sido transformada na IMBEL, que estava admitindo trabalhadores. Foi se apresentar e encontrou uma fila de candidatos. Companheiros que passavam por ali o reconheceram e avisaram o seu ex-chefe, que o admitiu imediatamente.</p>
<p class="ConteudoTexto">Voltou para a galvanoplastia, mas de vez em quando era emprestado ao tratamento térmico. Ele conta que lá lavava peças, colocava carga no forno de pré-aquecimento, removia sal com escovinha e água. Foi fazer um curso técnico de mecânica. Trabalhando e estudando à noite. Seu professor de mecânica também ministrava a matéria tratamento térmico. Ali, José Benedito teve o primeiro contato com as curvas TTT, com o diagrama ferro carbono. Começou a ligar a teoria com a prática do dia a dia na IMBEL, mesmo trabalhando como ajudante. Quando chegou o dia da prova, ele tinha estudado a fundo tudo aquilo, deixando as outras matérias em segundo plano. No outro dia, o professor, que também trabalhava na mesma empresa, veio ao seu setor e anunciou que ele havia tirado 10 em tratamento térmico e que até os diagramas ele havia conseguido responder. Ninguém mais havia conseguido responder as 10 questões. Zé Benedito conta que para ele aquilo foi o maior estímulo para ele ir para a área de tratamento térmico. O professor lhe sugeriu mudar para este setor em definitivo.</p>
<p class="ConteudoTexto">José Benedito conta que na mesma hora procurou o supervisor da galvanoplastia e lhe disse que queria ir para o tratamento térmico. Este foi falar com o engenheiro químico responsável pela área, que era um Capitão do Exército, dizendo que o Zé Benedito queria ir para a área de tratamento térmico em definitivo, pois havia se identificado com a área. Acabou sendo chamado pelo Capitão, um engenheiro metalurgista que era o diretor do tratamento térmico. O Capitão o chamou na sala dele e disse:</p>
<p class="ConteudoTexto">– Você sabe o que está encarando, rapaz?</p>
<p class="ConteudoTexto">– Eu sei que o negócio não é fácil, não.</p>
<p class="ConteudoTexto">– Então saiba que para você ser um especialista você primeiro vai ter que operar.</p>
<p class="ConteudoTexto">– É comigo mesmo.</p>
<p class="ConteudoTexto">– Vou te emprestar um livro, para você estudar, e vou te cobrar. Cada duas ou três semanas eu te cobro um assunto.</p>
<p class="ConteudoTexto">Aí ele tirou o livro “Aços e Ferros Fundidos”, de Vicente Chiaverini, da gaveta. José Benedito confessa que mergulhou naquele livro, chegava do colégio 11 horas da noite, ficava até 2 horas da manhã estudando. E não pararia mais de ler e estudar sobre tratamentos térmicos.</p>
<p class="ConteudoTexto">Um dia, os fornos a banho de sal de seu setor ganharam um concorrente de peso: a empresa adquiriu um moderno forno de atmosfera controlada IPSEN T4. Ele acompanhou atentamente a instalação do equipamento, e, no primeiro dia de operação, o chefe lhe sugeriu o segundo turno, pois no primeiro os técnicos da empresa estariam colocando o forno em funcionamento. Quando chegou, viu a dificuldade do pessoal para conseguir atmosfera carbonetante. Não conseguiram e deixaram a incumbência para o próximo turno, com Zé Benedito. Ele imaginou que talvez a dificuldade fosse o fato de o forno ainda não ter atingido o ponto de saturação de carbono. Quem sabe, pensou ele, a parede do forno é nova, o refratário, a parte metálica, e tem que saturar para obter uma atmosfera cementante. Tirou a carga, injetou propano por mais de uma hora, o máximo que conseguia injetar. Ligou o Dew Checker e viu que o ponto de orvalho começava a cair e a atmosfera estava enriquecendo. Entrou com a carga, esperou estabilizar e chamou o chefe. Foi promovido.</p>
<p class="ConteudoTexto">Passou a liderar o grupo de tratamento térmico de aço ferramenta. Ficou na empresa até 1984. Trabalhava na COFAP, hoje MAHLE, quando chegou em casa em um dia de 1986 e a esposa lhe esperava com um telegrama na mão.</p>
<p class="ConteudoTexto">– Tem uma boa notícia para você. A EMBRAER de São José dos Campos está te chamando.</p>
<p class="ConteudoTexto">Ele tinha entregado alguns currículos naquela cidade, quando em visita ao irmão, que ali morava.</p>
<p class="ConteudoTexto">Apresentou-se na Embraer para a entrevista, eram oito candidatos no total. José Benedito diz que a maioria exibia grandes conhecimentos, que não se comprovaram depois na prova teórica. Sobrou ele e um jovem, que trabalhava como ajudante em um tratamento térmico local. Os dois foram fazer a prova prática, na área do TT. Andou a seção toda com o encarregado, que lhe fazia perguntas sobre tipos de fornos, aços, processos, temperaturas.</p>
<p class="ConteudoTexto">– O que você conhece de tratamento térmico de alumínio?</p>
<p class="ConteudoTexto">– Nada. Já li alguma coisa a respeito, mas nunca fiz.</p>
<p class="ConteudoTexto">– E de aço?</p>
<p class="ConteudoTexto">– De aço a gente tá em casa.</p>
<p class="ConteudoTexto">– Então vamos lá no tratamento térmico de aço. Que forno é esse?</p>
<p class="ConteudoTexto">– Um TOe 50/80. O sal parece ser um GS 540-R2.</p>
<p class="ConteudoTexto">– É isso mesmo, legal. E esse forno aqui, você conhece?</p>
<p class="ConteudoTexto">– Conheço.</p>
<p class="ConteudoTexto">– Que forno que é?</p>
<p class="ConteudoTexto">– GSO, atmosfera gasosa.</p>
<p class="ConteudoTexto">– Se você for tratar um aço tipo VK 10, que temperatura você utiliza?</p>
<p class="ConteudoTexto">– 1180°C.</p>
<p class="ConteudoTexto">– Ô louco, rapaz.</p>
<p class="ConteudoTexto">– Eu faço isso todo dia. Semana inteira tratando aço ferramenta.</p>
<p class="ConteudoTexto">– Que você faz lá?</p>
<p class="ConteudoTexto">– Cementação, tudo que vier. Faço recozimento, normalização em caixa, cementação líquida e gasosa, nitretação líquida, têmpera em banho de sal e gasosa, têmpera por indução. Restauração de carbono de peça microfundida, metalografia.</p>
<p class="ConteudoTexto">– Que escola que você estudou?</p>
<p class="ConteudoTexto">– Dentro da Imbel. Me deram a liberdade de aprender e eu aproveitei.</p>
<p class="ConteudoTexto">– Para mim é o suficiente. Vem comigo.</p>
<p class="ConteudoTexto">Foi contratado.</p>
<p class="ConteudoTexto">Ainda durante o período de experiência, o encarregado do setor lhe procurou para saber se já tinha alugado casa em São José dos Campos. A família ficara em Itajubá, ele morava em um quarto alugado em São José.</p>
<p class="ConteudoTexto">– Não posso, como vou alugar se ainda não acabou a experiência?</p>
<p class="ConteudoTexto">– Arruma a casa, rapaz.</p>
<p class="ConteudoTexto">E, tirando da gaveta a documentação da experiência, completou:</p>
<p class="ConteudoTexto">– Já assinei, ó. Pode arrumar a casa. Não tem mais perigo.</p>
<p class="ConteudoTexto">Foi alugar a casa, trouxe a família para morar. Zé Benedito comenta que sua esposa teve dificuldades de adaptação no inicio. Havia saído de Itajubá, onde havia passado a maior parte de sua vida e onde morava perto de irmãos e irmãs. Agora, em São José dos Campos, não conhecia ninguém. Tinham três filhos e ele trabalhava no turno da noite, não era fácil. Mas Edna Maria Batista Pinto acabou se adaptando e superou a fase inicial. Conforme seu marido, ela insistia para ele estudar engenharia, porque depois, quando as crianças estivessem mais crescidas, ela queria fazer enfermagem. Só que ele não queria fazer engenharia. Queria fazer metalurgia. Mas não tinha na época, nem materiais. E ele não queria fazer mecânica por fazer. Se for para fazer, vou fazer aquilo que eu gosto, diz. Não fez.</p>
<p class="ConteudoTexto">Então quando o filho caçula, que nasceu em São José, estava com seus sete anos, Edna foi fazer faculdade, em Mogi das Cruzes. Estudou na faculdade de enfermagem, curso de quatro anos. Ia e voltava todo dia, de ônibus fretado. Formou-se e começou a trabalhar, na área de maternidade. Como explica Zé Benedito, ela trabalha com o que gosta, com crianças.</p>
<p class="ConteudoTexto">Em função dos seus conhecimentos e devido à prática que desenvolveu na sua atividade em tratamento térmico, desde 1992 José Benedito é instrutor no centro de treinamento da Embraer.</p>
<p class="ConteudoTexto">De cursos de tratamento térmico, não podia ser diferente. Criou cursos de termometria, pela necessidade de capacitar pessoas quanto aos requisitos da norma aeronáutica AMS 2750. Também é professor na área de tecnologia de materiais metálicos na Escola Politécnica Empreendedor Izidro Muniz, em São José dos Campos.</p>
<p class="ConteudoTexto">Agora, quase completando 27 anos de trabalho contínuo em seu departamento de tratamento térmico na Embraer, José Benedito está se aposentando. Como ele diz:</p>
<p class="ConteudoTexto">&#8211; Quero sair em boas condições, saúde, física, mental. Depois de trabalhar 26 anos e 8 meses na Embraer, é um grande orgulho poder ter trabalhado em uma empresa assim.</p>
<p class="ConteudoTexto">Os planos para o futuro de José Bendito Pinto incluem a continuação na atividade de professor e a criação de uma empresa de consultoria, também na área de metalurgia. Entre os objetivos de seu negócio próprio, está o de adequação de equipamentos e processos térmicos, para atendimento ás normas aeronáuticas, entre outras. Aproveitando os três T do diagrama TTT, ele já criou o nome da empresa: TTTérmicos, Técnicas de Tratamentos Térmicos.</p>

<p class="ConteudoTexto">
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		<title>Luiz Roberto Hirschheimer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Udo Fiorini]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Dec 2013 13:18:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Pioneiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um engenheiro que, sem dúvida, contribuiu para que os produtos e as ferramentas nacionais tivessem maior desempenho e qualidade nos últimos anos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="ConteudoTexto">&#8220;Um engenheiro que, sem dúvida, contribuiu para que os produtos e as ferramentas nacionais tivessem maior desempenho e qualidade nos últimos anos. Por isso, este reconhecimento é mais do que justo, a um profissional que sempre se preocupou com a cadeia produtiva no Brasil&#8221;</h3>
<p class="ConteudoTexto">Luiz Roberto Hirschheimer nasceu em São Paulo. Filho de pai alemão, o que explica o seu sobrenome de difícil pronúncia. Estudou engenharia metalúrgica na Escola de Engenharia de Mauá, nos três primeiros anos em São Caetano do Sul/SP e os dois últimos no Parque Dom Pedro II, na cidade de São Paulo/SP, nas novas instalações para onde a escola havia se mudado naquela época. Fez vestibular em 1965, formou-se em 1970.</p>
<p class="ConteudoTexto">No quarto ano de faculdade se informou sobre empresas que ofereciam estágios e lhe indicaram um fabricante de fitas de aço para embalagem, onde Luiz Roberto trabalhou por algum tempo. Conta que em uma das operações de produção as fitas passavam por um processo de austêmpera, quando adquiriam maior flexibilidade. Ele achou aquilo muito interessante e procurou maiores informações sobre o que realmente acontecia durante aquele tratamento térmico.</p>
<p class="ConteudoTexto">Em 1970 chegou na Brasimet, havia conseguido o endereço e o telefone em sua escola. Foi recomendado para procurar Karlheinz Pohlmann, então gerente do tratamento térmico na empresa que havia recentemente se mudado do Ipiranga para os primórdios da Avenida das Nações Unidas, que posteriormente se integraria ao complexo Marginal do Rio Pinheiros, na cidade de São Paulo/SP. Luiz começou seu estágio em Maio do mesmo ano. Certo tempo depois foi aprovada a bolsa de complementação para um período de intercâmbio acadêmico na Alemanha, onde ele havia se inscrito.</p>
<p class="ConteudoTexto">Procurou orientação de como proceder com Pohlmann, e este, em conjunto com Carlos Rauscher, presidente da empresa naquela época, lhe ofereceram a possibilidade de estagiar em fabricantes de fornos na Alemanha quando terminasse seu intercâmbio de seis meses, desde que assumisse o compromisso de trabalhar na Brasimet quando retornasse da Alemanha. E, assim, Hirschheimer seguiu para a Alemanha, fez sua pós-graduação em física dos metais pela Technische Hochschule Clausthal e estagiou posteriormente nas empresas Degussa e J. F. Mahler, ambas licenciadoras de tecnologia com a Brasimet.</p>
<p class="ConteudoTexto">Retornou ao Brasil e foi integrado à divisão de fornos da empresa, naquela época dirigida por Gerwald Decker, atualmente representante no Brasil do fabricante de fornos Ebner Industrieofenbau, da Áustria. Luiz Roberto ficou responsável pelo projeto e colocação em funcionamento de fornos contendo banhos de sais, fornos de recozimento a vácuo, fornos contínuos para brasagem e fornos-câmara para cementação e nitrocarbonetação a gás. Ele queria fazer uso do seu conhecimento metalúrgico e, providencialmente, Pohlmann lhe telefonou certa vez querendo saber se conhecia alguém que poderia ser gerente de controle de qualidade na divisão de tratamentos térmicos que ele chefiava na empresa. Ele se candidatou e foi aceito.</p>
<p class="ConteudoTexto">Na divisão de tratamentos térmicos Hirschheimer acumulou funções e ficou com o cargo de gerente de controle de qualidade e desenvolvimento de novos processos. Era chefe dos laboratórios metalográfico e químico da empresa. Começou a desenvolver novos processos, como por exemplo a boretação.</p>
<p class="ConteudoTexto">A Brasimet foi a primeira empresa do ramo de prestação de serviços industriais a ter a ISO 9001 no Brasil. Luiz Roberto no controle de qualidade foi designado pela empresa para a coordenação geral de montagem do primeiro sistema de garantia da qualidade junto à consultoria que havia sido contratada com esta finalidade. Depois de um ano receberam a certificação.</p>
<p class="ConteudoTexto">Hirschheimer continuava envolvido com a transferência de tecnologias ao Brasil. A empresa foi a primeira empresa a ter forno de tempera a vácuo, para recozimento já existia. Também trouxe a nitretação a plasma.</p>
<p class="ConteudoTexto">A empresa ampliava a sua atuação no Brasil, por meio da aquisição de empresas concorrentes. E Luiz Roberto foi incumbido da adaptação ao modelo Brasimet das fábricas adquiridas em Campinas/SP, São Leopoldo/RS e Joinville/SC. Em todas elas participou tanto dos cálculos de viabilidade econômica quanto na implementação. Na unidade de Campinas chegou a morar por três meses na cidade até a total integração da unidade. Auxiliou nesta atividade o fato de ser pós-graduado em administração industrial pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Como ele faz questão de salientar: &#8220;fiz pós-graduação em administração industrial, não chamava administração de empresas na ocasião, era administração industrial específica para a indústria&#8221;.</p>
<p class="ConteudoTexto">Em 2002, o professor Vicente Chiaverini, na época secretário-geral da ABM (Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração), da qual havia sido um dos fundadores, disse a Hirschheimer que a associação queria fundar uma diretoria de tratamentos térmicos e se ele não queria ser o seu dirigente. Ele concordou e foi nomeado o primeiro diretor da divisão técnica tratamento térmico e engenharia de superfície. Em meados de 2002 começaram as reuniões da nova diretoria.</p>
<p class="ConteudoTexto">Em 2003, novo desafio. Tornou-se um dos sócios-proprietários da empresa prestadora de serviços de tratamentos térmicos Techniques Surfaces do Brasil, filial do Grupo Francês HEF em nosso país. Como gerente técnico da TS teve oportunidade de desenvolver outras tecnologias, como por exemplo da cementação em baixa pressão no forno a vácuo que a empresa havia importado.</p>
<p class="ConteudoTexto">Saiu da TS Techniques Surface em Fevereiro de 2012. Conforme ele: &#8220;sai de lá porque eu já tinha um plano de parar aos 65 anos&#8221;. Fundou sua própria empresa, a Hirschheimer Serviços Ltda, empresa especializada em consultoria de assuntos relacionados aos processos, treinamento de pessoal, fornos e custos dos tratamentos térmicos de quaisquer tipos de aços.</p>
<p class="ConteudoTexto">Luiz Roberto Hirschheimer tem vários trabalhos publicados: 16 trabalhos de cunho científico/tecnológico, publicados nas revistas Metalurgia (ABM), Ferramental, Industrial Heating e em &#8220;proceedings&#8221; da Heat Treating Society da ASM, American Society of Materials.</p>
<p class="ConteudoTexto">Em Agosto deste ano, durante a realização do Moldes &#8211; 11ª edição do Encontro da Cadeia de Ferramentas, Moldes e Matrizes da ABM, foi homenageado por suas atividades na associação, recebendo uma placa das mãos do engenheiro Karlheinz Pohlmann, ex-presidente da Diretoria e do Conselho da ABM.</p>
<p class="ConteudoTexto">Na ocasião, Carlos Humberto Sartori, gerente técnico comercial de serviços na Aços Böhler-Uddeholm do Brasil e mediador do evento, se referiu a Luiz Roberto Hirschheimer como &#8220;um engenheiro que, sem dúvida, contribuiu para que os produtos e as ferramentas nacionais tivessem maior desempenho e qualidade nos últimos anos. Por isso, este reconhecimento é mais do que justo a um profissional que sempre se preocupou com a cadeia produtiva no Brasil&#8221;.</p>
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		<title>Aparício V. Freitas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Udo Fiorini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2013 18:20:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Pioneiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aparício Freitas era sócio-proprietário da fabricante de fornos Engefor, que foi vendida integralmente à Seco Warwick</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="ConteudoTexto">A placa na recepção da sede da empresa no prédio industrial em Jundiaí/SP me cumprimenta em inglês. Welcome mister. Sinal dos tempos. Afinal, a empresa também não se chama mais Engefor. Agora quem me cumprimentava em inglês na placa era a Seco Warwick do Brasil, que comprou integralmente a Engefor em Abril último. Aparício Freitas era sócio-proprietário da empresa e por razões contratuais segue na Seco Warwick, empresa fabricante de fornos com sede na Polônia e fábricas também nos Estados Unidos, India e China. E agora no Brasil.</p>
<p class="ConteudoTexto">Engenheiro mecânico, Aparício Freitas começou a carreira profissional em 1976 em São Paulo/SP na empresa Klockner, que então atuava na área de queimadores. Como assistente técnico, ele também visitava clientes, fazia regulagem de queimadores e assim tinha contato com equipamentos que, em geral, eram fornos. Trabalhou pouco tempo na Klockner. Com a experiência na área de queimadores e, porque não dizer fornos, foi convidado a trabalhar na E.P. Humbert, empresa italiana fabricante de fornos com sucursal no Brasil. Quando essa empresa foi transferida para novas instalações em Itapecerica/SP em função de expansão, ele, que morava no ABC, achou longe e decidiu não ir junto. Tinha trabalhado lá por cerca de dois anos.</p>
<p class="ConteudoTexto">Foi trabalhar na área de ferramentaria, mas como ele diz, esse não era seu negócio. Queria mesmo era fazer cálculos, entender o processo. Junto ao curso superior de engenharia ele havia feito matemática, chegou a dar aula por muitos anos, enquanto estudava. Antes, fez curso técnico de máquinas em Santo André/SP. Quando saiu da ferramentaria e apareceu a oportunidade de trabalhar na Combustol, ele aceitou imediatamente. Começou a trabalhar na divisão de fornos, na área de desenvolvimento de novos negócios. Isto foi em 1979, época de crescimento da indústria. O convite veio pedindo uma pessoa que tivesse uma determinada experiência na área de fornos e ele não deixou a chance escapar.</p>
<p class="ConteudoTexto">Aparício Freitas diz que a época em que trabalhou na Combustol foi uma das mais gratificantes de sua vida. Uma das razões, comenta, foi ter a oportunidade de trabalhar com Paulo Lobo Peçanha, fundador da empresa e a quem até hoje se refere respeitosamente como doutor Paulo. Freitas, como costuma ser chamado, diz que Paulo Peçanha era uma pessoa com capacidade e conhecimento acima da média. Trabalhava todo dia, dedicava-se muito. Os funcionários o respeitavam por isso. As pessoas que gerenciavam a engenharia eram de confiança do dono da empresa e referência para Freitas. Estes gerentes eram responsáveis pela área de fornos de atmosfera controlada, fornos clássicos de tratamento térmico, fornos siderúrgicos. Freitas era o aprendiz e queria aprender. Ficou com os fornos que ele chama de periféricos e tentava fazer com isso o melhor que podia. Deu certo, a ponto de depois de algum tempo ficar com a área de alumínio. E assim foi crescendo. Lembra com emoção dos bilhetes que o doutor Paulo lhe enviava, felicitando pelo bom encaminhamento de propostas que ele fazia questão de revisar. Lia todas as propostas que a empresa enviava aos clientes.</p>
<p class="ConteudoTexto">Ficou na Combustol por quase 10 anos. Decidiu junto a outros três colegas da empresa abrir seu próprio negócio. Começaram a trabalhar com painéis elétricos, automação industrial. Um dos sócios, Yassuhiro Sassaqui era engenheiro eletricista. Chegaram a fornecer para o antigo empregador, a Combustol. Com o Plano Cruzado, veio uma nova fase da economia e eles começaram a fabricar pequenos fornos, que era o que o mercado estava procurando. Sassaqui continuou na Engefor até agora e também vendeu sua participação para a Seco Warwick. Os outros sócios saíram logo depois de iniciada a empresa, que não comportava quatro administradores.</p>
<p class="ConteudoTexto">Conforme Aparício Freitas vai apresentando sua história, algumas frases ajudam a compreender melhor sua personalidade. Uma delas tem a ver com o seu nome. Ele comenta que até na época da Combustol costumava ser chamado pelo seu primeiro nome, Aparício. Quando fundou a própria empresa, decidiu passar a usar o sobrenome, Freitas. Ele justifica dizendo que não queria influenciar negócios com o nome que utilizava na empresa anterior. Nova firma, novo negócio, novo nome, afirma. Outra decisão foi a de não reformar fornos de fabricantes de fornos ainda estabelecidos no mercado. &#8220;Por questão ética. Se a empresa existisse, a gente não fazia. Para não impactar. Mas se fosse um equipamento importado ou que já não existisse mais, aí a gente fazia&#8221;, diz.</p>
<p class="ConteudoTexto">A Engefor começou em 1986 na Vila dos Remédios, na cidade de São Paulo/SP. Logo o crescimento e o barulho decorrente da intensa atividade fizeram com que a empresa tivesse que se mudar do galpão com residências ao lado para uma área mais apropriada. Mudaram para Parada de Taipas, bairro localizado na região noroeste da cidade de São Paulo. Também era um galpão alugado e Freitas lembra do comentário de um cliente perguntando na época: &#8220;Puxa, você vai fazer o meu forno nesse galpão?&#8221; Ele comenta que o imóvel tinha um certo conforto industrial, mas não era uma instalação bonita. Haviam decidido atuar na área de fornos sob encomenda. Freitas explica: &#8220;a gente é como um alfaiate. Fazemos a roupa conforme o cliente deseja&#8221;. E começaram a atuar em nichos específicos, como o de fornos de sinterização, por meio de um acordo de tecnologia com a empresa norte-americana Abbott. Ou dos fornos contínuos de cura de teflon. Procurava não entrar no mercado de fornos atmosfera. Como nesse segmento há muita concorrência, ele comenta que o negócio é fatiar o bolo, e não fatiar a fatia. E se não sabia fazer um equipamento, não vendia.</p>
<p class="ConteudoTexto">Depois de 20 anos de existência, finalmente em 2008 conseguiram mudar para as instalações atuais, um moderno prédio em construção em concreto pré-moldado. Construído com recursos próprios, sem financiamento, salienta. Planejado para ser uma fábrica de fornos com possibilidade de fazer o start up de equipamentos lá mesmo, em temperatura. &#8220;Os problemas que podem aparecer no cliente a gente faz aparecer aqui&#8221;, comenta Freitas. &#8220;Ao longo dos anos acabou virando rotina. Em forno sob encomenda, você não pode errar&#8221;. A Seco Warwick deve investir na planta, que inclui uma modernização para permitir a fabricação de fornos a vácuo e também novas instalações nos transformadores, para aumentar a capacidade de teste de equipamentos em temperatura.</p>
<p class="ConteudoTexto">A vivência no setor faz Freitas lembrar que o cliente de fornos no Brasil faz o investimento a cada 5 anos, considerando implantação, utilização e amortização. Quando ele vai repetir a dose, o ciclo é mais ou menos igual, 5 anos. Ele diz que nos Estados Unidos, por exemplo, isto é completamente diferente, muito mais rápido. Por isso a necessidade de acertar. &#8220;Se você consegue fazer essa cadeia, de fazer um bom fornecimento, fazer um bom atendimento, quando ele for repetir, ele te dá a preferência&#8221; diz.</p>
<p class="ConteudoTexto">Freitas é casado. Comenta que na época em que decidiu deixar a Combustol para criação da sua própria empresa já era casado. Sentou com a esposa para explicar a sua decisão. Ela apoiou e ele foi em frente. Tem dois filhos, um é advogado, outro arquiteto. Não trabalham na empresa. &#8220;Eu não trouxe eles para a empresa. Falei para o meu sócio, &#8216;a gente não deveria misturar a empresa com a família. Evitar que ela se transforme em uma empresa familiar'&#8221;.</p>
<p class="ConteudoTexto">Em sua sala, prateleiras com miniaturas de carros se alinham ao lado de fotos de carros antigos. É seu hobby. As miniaturas são apenas decoração. Tem uma coleção de Opalas, Mavericks, Camaros reformados, tinindo como novos. &#8220;Lembro como se fosse hoje, na faculdade via meus colegas com aqueles carrões, alguns tinham um poder aquisitivo melhor, e eu pensava, acho que um dia ainda vou comprar um carrinho desses&#8221;.</p>
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		<title>Fernando Lummertz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Aquecimento Industrial]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Apr 2013 19:44:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Pioneiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Criador da "Revista Aquecimento Industrial", primeira publicação direcionada para as tecnologias térmicas no Brasil</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="ConteudoTexto">Fernando tem uma longa vivencia na área de tecnologias térmicas. Gaúcho, formado em Administração de Empresas, ele veio para São Paulo no inicio da década de 70 para trabalhar na Pyro Tratamento Térmico, situada no bairro de Santo Amaro, em São Paulo. Inicialmente contratado como encarregado de custos, ele, bom comunicador, foi rapidamente remanejado para a área comercial da empresa. Logo teria a chance de influenciar decisões que o levaram a outros patamares.</p>
<p class="ConteudoTexto">Foi assim, por exemplo, quando outra empresa do mesmo grupo, a Pyro Fornos Industriais, fabricou um forno de retorta rotativa de cementação, tecnologia nova na época. Como de costume, a empresa instalava o primeiro equipamento em seu próprio tratamento térmico, para testes e aprovação, antes de iniciar as vendas ao mercado. Fernando enxergou em seu estagiário, um filho de imigrantes japoneses recém chegado do Japão, a pessoa certa para aprender a operar o novo e sofisticado equipamento, previsto para cementar pequenas peças com pequenas camadas. Os outros técnicos da empresa estavam acostumados com os fornos tipo carro e similares, tratando peças grandes com processos de normalização ou recozimento, bem distinto do novo equipamento. Ele conseguiu a aprovação do gerente da área para a transferência do estagiário. Deu certo. Em pouco tempo, Setsuo Nakahara, hoje diretor da empresa de tratamentos térmicos Metaltécnica, em Porto Alegre, dominou o forno de atmosfera controlada. Fernando conta que ele começou então a descobrir uma infinidade de clientes com necessidade de tratamento de peças pequenas que poderiam ser atendidos. A indústria automobilística estava crescendo, a demanda por peças seriadas era grande e havia procura por substituição de componentes importados.</p>
<p class="ConteudoTexto">O sucesso da venda de serviços do forno contínuo fez com que o dono da empresa, Joaquim Fromer, se interessasse por conhecer mais detalhes da operação. Ele dirigia pessoalmente a Pyro Fornos Industriais, que também estava sediada no bairro de Santo Amaro, porém em outro endereço. Certo dia surgiu a possibilidade de visitarem juntos um cliente, que, por estar situado longe, permitiu a Fernando a oportunidade de se apresentar melhor durante o longo deslocamento junto com seu chefe. Conforme ele, Fromer o chamou à sua sala alguns dias depois para uma reunião e lhe propôs um desafio. Explicou que tinha várias outras empresas, todas dedicadas a tecnologias térmicas mas produzindo diferentes produtos, como a Pyro Resistências Elétricas em Curitiba, Pyro Trocadores de Calor em Diadema, Pyro Importação e Exportação em Campo Belo, bairro de São Paulo, Pyro Química em Diadema, fabricante de sais de tratamento térmico e a associação com a Inductotherm produzindo então fornos a indução em Manaus. A queixa de Fromer era que as empresas não conversavam entre si, e ele queria que Fernando Lummertz fosse o elo de ligação, integrando as diferentes culturas e fazendo com que a sinergia rendesse mais negócios ao grupo. Ele aceitou o desafio e passou a ocupar uma sala ao lado da do dono.</p>
<p class="ConteudoTexto">Diz hoje que ali é que ele começou de verdade a se sentir na área de tecnologia térmica. Aprendeu bastante e pôde contribuir muito para a integração e crescimento do grupo, onde acabou ficando quase doze anos, acumulando no final as funções de Diretor Comercial, Financeiro e Administrativo. Uma das vendas interessantes que fez ao longo de sua carreira na Pyro foi de um forno com revestimento isolante a base de blocos de manta de fibra cerâmica, que introduziu a utilização deste tipo de material no mercado e que também lhe rendeu um novo emprego. Aproveitando uma consulta da Conforja, que produzia peças para a exploração de petróleo e que necessitava de um forno para tratamento de peças de grande porte, Fernando ofereceu um forno com a nova tecnologia ao dono da empresa, Wilhelm Karl Endlein.</p>
<p class="ConteudoTexto">Este ficou encantado com a modernidade e acabou adquirindo o equipamento com o novo revestimento. Passados alguns anos deste acontecimento, um dia o Sr Endlein telefonou para Fernando e lhe disse: “Sabe aqueles fornos que você forneceu para nós? Instalei mais fornos, aquilo cresceu muito, acho que dá para fazer um tratamento térmico para terceiros. Preciso de você para isso”. Naquele momento a Pyro não estava em um grande momento e Fernando achou por bem aceitar o desafio. Foi trabalhar na Conforja, assumindo o desenvolvimento do mercado de tratamento térmico da empresa. Ele diz que aproveitando os próprios conhecimentos internos da Conforja, pôde trazer clientes e pedidos importantes.</p>
<p class="ConteudoTexto">A empresa tinha o foco na forja e usinagem de peças para a indústria petrolífera, e o corpo de vendas não estava interessado em agregar tratamento térmico ao negócio, temendo que isto por diversos motivos poderia atrapalhar a negociação com o cliente. Assim, muitas peças eram fornecidas sem tratamento, feito em tratadores térmicos externos à empresa. Fernando reverteu este quadro, a ponto da empresa precisar mais fornos. Aí o Sr Endlein lhe disse: “Você sabe fabricar fornos? O que precisamos para fazer?” Fernando lhe explicou que seria necessário um bom projeto e mão de obra, que a Conforja possuía, pois tinha empresas fabricantes de bens de capital no grupo. Com a compra de projetos no exterior, Fernando acabou montando a divisão de fornos industriais, agrupada na então criada Conforja Equipamentos. E estreou no mercado em grande estilo, ao vender para a então Acesita uma linha completa de recozimento.</p>
<p class="ConteudoTexto">Fernando diz que tinha paixão pela revista Industrial Heating americana, e começou a alimentar a ideia de fazer uma revista semelhante no Brasil. Em 1989 resolveu sair da Conforja para abrir a revista Aquecimento Industrial. Apresentou o projeto ao Sr Endlein, que lhe pediu que permanecesse um tempo ainda na empresa até a publicação deslanchar no Brasil. E foi o que ele fez. A Revista Aquecimento Industrial preencheu uma lacuna do mercado. Cresceu, Fernando teve que mudar de endereço algumas vezes, adequando o espaço à expansão da revista. E foi esta expansão que acabou fazendo o negócio tropeçar. Tentando complementar as atividades, acabou arrendando uma gráfica. Ele diz que este foi o começo do declínio, porque complementaridade não significa necessariamente a existência da harmonia. Acabou vendendo a revista para um grupo editorial, mais interessado nos anunciantes do que na publicação.</p>
<p class="ConteudoTexto">Foi admitido pelo grupo Metalpó &#8211; Combustol, como assessor da presidência e onde permaneceu de 94 a 97. Antes, no inicio da década de 90, ele havia feito a primeira edição de uma feira do setor de tecnologias térmicas, a FEBRAI, Feira Brasileira de Aquecimento Industrial. Depois de sair da Combustol fez mais uma outra, a EXPOTERM. Resolveu se dedicar mais a este mercado. Criou a empresa IBRAEXPO, dedicada à consultoria na área. Juntamente com o Grupo Cipa Fiera Milano, lançou e promove a TERMOTECH, única feira na América Latina voltada especificamente às tecnologias térmicas e realizada bienalmente na cidade de São Paulo. Mais recentemente criou a UNIFEIRAS &#8211; PRO expositor, um núcleo de capacitação para profissionais envolvidos com as feiras de negócios. Tornou-se conferencista, muito requisitado para palestras e cursos sobre feiras e onde mais de 3000 profissionais já participaram. Escreveu um livro, Feiras de Negócios &#8211; Como Planejar, Organizar, Controlar e Avaliar a Participação nas Feiras. Nele, Fernando aborda passo a passo todas as fases da gestão da participação em feiras, desde a seleção da feira certa para o expositor participar, até o momento de avaliar o retorno do investimento. Ele diz: “Estou muito satisfeito com o reconhecimento que o mercado vem demonstrando quanto a eficácia dos treinamentos que tenho realizado para o setor de feiras.</p>
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		<title>Fred Woods de Lacerda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Udo Fiorini]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Dec 2012 15:56:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Pioneiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com um histórico de vida surpreendente, ele consegue dissertar sobre qualquer assunto deixando a conversa apaixonante</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="ConteudoTexto">O maior desafio de se escrever sobre Fred Lacerda é fazer o texto enquadrar em uma só página. Personalidade surpreendente, que discorre com naturalidade sobre temas que vão de Aristóteles a Descartes, de Barão de Mauá a Percival Farquhar passando pelo engenheiro Monlevade, de D. João VI a Lula passando por Getúlio e Jânio Quadros, da Fundição Ipanema à fundação da ABM passando pela criação do IPT, do conversor Bessemer ao conversor LD, Fred sustenta horas de apaixonante conversa que tem que ser convertida nas poucas linhas desta coluna.<br />
Nascido e criado no Rio de Janeiro, Fred queria fazer engenharia naval, que na época ainda não era possível cursar no Brasil. Mas era sabido que a Marinha de Guerra brasileira oferecia aos seus oficiais e graduados a tenente a possibilidade de estudar no MIT, Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos, considerada a melhor escola de engenharia naval do mundo. Assim, de olho nesta possibilidade ele iniciou em 1943 o curso preparatório para o Exame na Escola Naval. Ingressou na Marinha de Guerra como aspirante em 1944, em plena segunda guerra mundial. Serviu em destroyers e caça minas que escoltavam e protegiam de ataques de submarinos alemães os navios mercantes que transportavam carne da Argentina e minério de ferro para os aliados. A guerra terminou em junho de 1945, mas ainda em 1946 ele esteve envolvido no transporte de tropas, desta vez trazendo-as de volta ao Brasil.<br />
Deu baixa como 2º tenente da Marinha de Guerra em 1949. Descobriu que a Marinha havia suspendido o curso de Engenharia Naval no MIT, esperando que uma universidade iniciasse o curso no Brasil. Fred acabou decidindo estudar Engenharia Civil. Aproveitou que tinha arrumado emprego em Curitiba se inscreveu na Universidade Federal do Paraná, onde se formou em 1955.<br />
Em 1956, ocorreram dois fatos importantes: ingressou como sócio na ABM, Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração, e foi admitido como funcionário na então Acesita, Aços Especiais Itabira, hoje Aperam. Quando a diretoria da empresa decidiu criar o Centro de Pesquisas da Acesita, Fred pôde dar vazão ao seu gosto pela pesquisa industrial. A Acesita lhe ofereceu estudar nos Estados Unidos, na Rutgers University, em Nova Jersey. Com bolsa da CAPES, ele fez o curso de cerâmica com ênfase em refratários. Quando voltou ao Brasil, em 1957, retomou seu lugar como chefe da Divisão de Refratários da Acesita.<br />
Fred conta que Jânio Quadros, então presidente do Brasil, em 1961 designou um político despreparado para dirigir a Acesita, que havia sido estatizada em 1951. A incompatibilidade com esta nova direção o fez buscar novos rumos, aceitando o convite para trabalhar com a empresa A. P. Green, então um grande produtor de material refratário nos Estados Unidos. Gerenciou a fábrica que construíram em Barro Blanco, no Rio de Janeiro. Ali fabricavam, sob patente americana, cimentos refratários e tijolos. Foi nesta época que ele fundou, juntamente a outros colegas, a comissão de refratários na ABM, sendo seu primeiro presidente. Destaca que foram publicados na ABM, naquela ocasião, artigos dele sobre pesquisa industrial efetuada em sua usina. Em 1968, integrou uma comissão organizada pelo CNPq, com a missão de desenvolver a definição de PI, Pesquisa Industrial. Ele conta que, com isso, o CNPq reconheceu o direito das usinas de tomarem recursos financeiros para realizar pesquisas em seus laboratórios.<br />
Em 1973, aceitou o cargo de secretário-geral do Instituto Brasileiro de Siderurgia, IBS, hoje Instituto Aço Brasil, função que exerceu até 1982. Acumulou com o cargo de secretário regional do ILAFA, Instituto Latino Americano del Fierro y  del Acero, e como membro da Comissão de Tecnologia do IISI International Iron and Steel Institute, com sede em Bruxelas, onde durante três anos participou dos estudos para produzir aço que pudesse reduzir o peso dos automóveis. Em 1975 foi membro de um Grupo de Trabalho da UNIDO, United Nations for the Industrial Development, com sede em Viena, na Áustria. Este grupo foi formado para levar o avanço da siderurgia a países em desenvolvimento. Entre os países visitados e que responderam positivamente a este plano se encontravam China, Índia e Coréia do Sul.<br />
Entre outras atividades desenvolvidas na época, Fred Lacerda diz que em 1983 voltou às áreas limítrofes da PI com o avanço das tecnologias ao se tornar representante no Brasil do processo Galvalume 55% Al, Zn. A CSN acabaria adquirindo os direitos totais sobre o processo no Brasil. Em 1984 tornou-se consultor do grupo CAEMI, usando o conhecimento tecnológico na assessoria da venda de minério de ferro produzida pela empresa a países como China e Japão.<br />
Em 1995, decidiu cursar filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ/IFCS. Conforme Fred, isto fazia parte de um plano que sempre teve em mente fazer: estudar Filosofia. Em 2012, defendeu e obteve título de mestrado na UFRJ, na área da História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, HCTE. Título de sua tese: “A Evolução da Fabricação do Ferro no Brasil, desde 1550, e a importância da Pesquisa Industrial para a produção de Aço, após 1922”. Seu orientador de mestrado, Prof. Antonio Augusto Passos Videira, comenta que Fred Woods de Lacerda tem muito para contar sobre a indústria siderúrgica brasileira: &#8211; Espero que ele escreva trabalhos sobre isso.</p>
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		<title>Eldon Egon Jung</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Udo Fiorini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Sep 2012 14:28:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Pioneiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por que não fabricar fornos que sejam mais práticos, leves, fáceis de transportar?</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="ConteudoTexto">Em 1980, Eldon Jung era funcionário de uma fábrica na cidade de Blumenau, em Santa Catarina. Gaúcho, ele pouco tempo antes havia feito a mudança de seus móveis de Porto Alegre, onde morava, para Blumenau. Sua esposa trabalhava com cerâmica artística, tratada em um forno instalado em sua casa. Ao organizar a mudança, Eldon percebeu que o forno, de tijolos refratários montados sem uma estrutura de sustentação, era impossível de mover do lugar.</p>
<p class="ConteudoTexto">Frustrado com isto, viu aí uma oportunidade. Por que não fabricar fornos para esta atividade que fossem mais práticos, leves e fáceis de transportar? Pesquisando sobre materiais isolantes inovadores, descobriu que já existia no mercado a fibra cerâmica, que resistia a altas temperaturas e havia sido desenvolvida para utilizar em espaçonaves da NASA, a agência espacial americana. Procurou o fabricante no Brasil, explicou o projeto, e, entusiasmado com o baixo peso do material, pensou em fabricar um forno 100% isolado termicamente em manta. Foi dissuadido, pois teria de usar tubos cerâmicos para suportar os elementos de aquecimento, que queimariam imediatamente se fossem montados diretamente no isolamento em fibra.</p>
<p class="ConteudoTexto">Nesta época ele foi demitido na empresa em que trabalhava. A esposa ficou preocupada com isto, mas ele até que se animou. Poderia se dedicar mais à família, ao filho e assim executar o seu projeto em casa.</p>
<p class="ConteudoTexto">Se empenhou em desenvolver o protótipo do forno com isolamento em manta, que ficou pronto em 8 de maio de 1980. Jung diz que testou enrolar um pedaço de fibra cerâmica em volta de um elemento de aquecimento. E ele não queimou. Pesquisando, descobriu que o problema que fazia os elementos entrarem em curto era o alto teor ferro que existia na fibra cerâmica quando ela fora lançada. Com o passar dos tempos o teor havia sido reduzido, a ponto de ser insignificante quando ele fez o teste. Passou a apoiar as resistências diretamente na manta moldada.</p>
<p class="ConteudoTexto">Com o protótipo no porta-malas do carro, Eldon Jung passou a visitar professoras de pintura em porcelana e a participar ativamente de feiras deste segmento, ficando com a esposa mais de 30 finais de semana por ano em feiras. A sua argumentação de venda para o equipamento era incisiva: tinha um forno leve, com aquecimento mais rápido, consumo mais baixo e, pelo fato da potência instalada ser menor, podia ser ligado diretamente na tomada da residência. Facilitava enormemente a vida da artista, que não precisaria se locomover do atelier para a fria garagem, onde tradicionalmente eram instalados os fornos até então. Era ecológico, pois processava internamente o fumo da queima dos esmaltes.</p>
<p class="ConteudoTexto">Em junho de 1980 abriu a sua empresa Fornos Jung Ltda. em Blumenau. Percebeu que as ceramistas, em geral mulheres, muitas vezes frequentavam as feiras acompanhadas de seus maridos. E alguns destes, empresários, estavam interessados em utilizar esta nova tecnologia para modernizar seus setores de processamento térmico. Foi assim que Jung começou a fabricar fornos para tratamento térmico. Em 21 de julho do mesmo ano entregou seu primeiro forno. No ano seguinte, entregou 8. Até hoje, a empresa já entregou milhares.</p>
<p class="ConteudoTexto">Nos primeiros anos a empresa era na dispensa da casa de Eldon Jung. Queria ficar ali por cerca de três anos, acabou ficando doze. Passou a construir “puxados” em volta de sua casa, conforme surgia a necessidade de mais espaço. Mas sempre deixando aberturas sem construção em volta das árvores do quintal, para evitar seu corte. Ambientalista convicto, a preocupação com o meio ambiente faz parte do dia a dia de Jung. Isto fica evidente na disposição das instalações fabris, nos jardins floridos, no recorte do telhado da recepção para acomodar o galho de uma árvore ou no patrocínio do reflorestamento de uma área pública do outro lado da rua de sua fabrica.</p>
<p class="ConteudoTexto">Outra preocupação é a mobilidade urbana. Em 1978, observando os funcionários na saída do expediente, Jung se impressionou com os malabarismos que eles tinham que fazer com as suas bicicletas no trânsito da avenida em frente à empresa. Decidido a mudar este quadro, ele, que não andava de bicicleta, iniciou um forte engajamento pela construção de ciclovias em sua cidade. À frente de uma ONG dedicada a atividades pró-ciclovias, acompanha de perto as atividades das administrações públicas na área do transporte urbano. Passou a andar de bicicleta, gostou e hoje utiliza a bicicleta para a sua locomoção. Só venho de carro se está chovendo quando saio de casa, diz. E completa: se a chuva me pega no caminho, ponho a capa e sigo. O capacete de ciclista e outros itens de proteção fazem parte do seu cotidiano.</p>
<p class="ConteudoTexto">ob sua liderança, a empresa cresceu, diversificou. Abriu um tratamento térmico para atender clientes. Entrou em outros setores, criou joint venture com a Hormesa da Espanha, empresa detentora de tecnologia de fabricação de fornos de fusão e manutenção de alumínio e outros materiais não-ferrosos. Agora, a empresa está fechando uma parceria com a Seco Warwick, tradicional fabricante internacional de fornos. Os rumos da empresa são orientados por conselhos de administração, em que Eldon Jung atua como conselheiro. A direção da empresa hoje está a cargo dos diretores Diogo Jung, seu filho, e de Jonas Luchtenberg.</p>
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